Frente em defesa da Previdência realiza café da manhã na praça da Estação para dialogar com a população

Na manhã de hoje, 12 de julho, dia Nacional de lutas contra a Reforma da Previdência, a Frente em defesa da Previdência realizou um café da manhã na Praça da Estação. A atividade que tem como objetivo dialogar com a população  da cidade sobre os impactos da reforma e a necessidade de pressionar os parlamentares da região compõe as mobilizações convocadas pela UNE (União Nacional dos Estudantes). Hoje, as centrais sindicais estarão concentradas em Brasília, onde acontece um grande ato da Educação, com o tema: “Educação, Emprego e Aposentadoria”. Na capital ocorrem também o congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE), o Conselho do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (ANDES), além da Plenária do Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (SINASEFE).

A representante do movimento quilombo raça e classe, Elizabete de Paula Martinho, acha importante a atividade para alertar a população contra os ataques do governo Bolsonaro e contra a reforma da previdência. “Vai retirar nossos direitos de trabalhadores que conquistamos há tanto tempo, e agora vem prejudicar a nossa aposentadoria, aumentando o tempo e a idade. É muito ruim, principalmente para nós mulheres negras, que sofremos ataques, nós temos trabalho precário, maior jornada, temos a casa para cuidar, e ainda recebemos menores salários”, afirma. Segundo ela, se aprovada a reforma, a possibilidade de aposentadoria para ela ficará distante. “Com a atual Previdência, eu poderia aposentar daqui a 4 anos, mas se essa Reforma passar, vou trabalhar mais uns 20 anos”, lamenta.

O trabalhador Renato Afonso manifestou o descontentamento com o governo Bolsonaro que traiu a população se dizendo contrário à Reforma, mas que apresentou um projeto que prejudica os trabalhadores. “Os eleitores acreditaram nele, e ele mentiu. Agora é o momento de lutar para que esta proposta não vá adiante. A população tem que participar das mobilizações” acredita.A proposta de reforma da Previdência apresentada pelo governo Bolsonaro e modificada pela comissão especial da Câmara que analisou o texto,  foi votada em 1° turno na última quarta-feira, 10 de julho, e aprovada com 379 votos favoráveis e 131 contrários. Trata-se de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) e por isso ainda precisa ser aprovada em 2° turno, na Câmara, além de passar pelo Senado, onde também deve ser votada duas vezes. (Confira AQUI a matéria do Sintufejuf sobre a aprovação da proposta, feita às pressas, com suspeitas de compra de voto. Listamos também os deputados  mais votados em Juiz de Fora e Governador Valadares, que se colocaram contra as trabalhadoras e trabalhadores votando a favor da reforma).