Consu cria comissões para trabalhar o Planejamento de Ações da UFJF no contexto da Pandemia

Em reunião do Conselho Superior realizada na manhã de hoje, 02 de junho, foram criadas comissões para trabalhar o Planejamento de Ações da UFJF no contexto da Pandemia, sendo elas de Tecnologia de Informação; Infraestrutura e Saúde; Apoio Social e Inclusão Digital; Educação Superior, composta pelos conselhos setoriais, e Educação Básica, propostas pela administração superior e Comissão de condições de trabalho e gestão de pessoas proposta pelo SINTUFEJUF e aprovada com apenas uma abstenção pelos conselheiros.

Segundo o coordenador geral do SINTUFEJUF, Flávio Sereno, a direção do sindicato aprovou a participação nas comissões com o objetivo de trabalhar os temas que não estavam presentes na pesquisa aplicada pela UFJF e que faziam parte das contribuições enviadas pelo sindicato à administração superior, mas não foram inseridas no questionário. Desta forma, o SINTUFEJUF sugeriu que seja realizado um novo levantamento com esses temas.

Para isto, o sindicato propôs a criação da “Comissão de condições de trabalho e gestão de pessoas”, como forma de diagnosticar e propor soluções para questões relativas às condições de trabalho no home office durante a suspensão das atividades presenciais não essenciais e estratégicas. “Nós propusemos a criação desta comissão justamente para tentar suprir a falta de um diagnóstico mais amplo como nós tínhamos proposto ao reitor antecipadamente. Nós entendemos que o questionário que foi colocado não abrange tudo que é necessário saber sobre as condições do trabalho remoto que já acontece desde março, como aspectos importantes relacionados a espaço físico, alteração de rotinas domésticas, de responsabilidades familiares, ergonomia, estrutura. Nós entendemos que esta comissão vai poder debater e diagnosticar estas questões” explica Flávio.

Durante a reunião foi feita a leitura da “Nota cautelar sobre as desigualdades de gênero, sexualidade, raça e classe, necessárias que sejam observadas para o diagnóstico das condições de acesso digital na UFJF” assinada pelo SINTUFEJUF, APES e diversos grupos de estudos, diretórios acadêmicos, coletivos, fóruns, associações e movimentos sociais. A nota, embora reconheça que a UFJF tenha um histórico de compromisso frente às questões de gênero, raça e etnia, lamenta que a instituição tenha optado por invisibilizar e silenciar as vidas de mulheres e LGBTQI+, estudantes, docentes e TAEs no questionário. Desta forma, o SINTUFEJUF propôs ainda a inserção de representantes do Fórum da Diversidade na Comissão de Apoio Social e Inclusão, tendo sido aprovado pelo conselho. De acordo com a coordenadora geral do sindicato, Maria Angela Costa, o objetivo é dar visibilidade às questões de gênero, as identidades e expressões de gênero e as diversas orientações afetivo-sexuais, ignoradas no questionário para o diagnóstico das condições de acesso digital elaborado pela UFJF. “Se o Fórum da diversidade estivesse junto na elaboração do questionário, evitaria excluir a população LGBTQI+A” afirma. (Confira a nota)

Conforme avaliação do sindicato, o levantamento proposto pela UFJF é um instrumento limitado para captar toda a realidade social dos trabalhadores e estudantes da Instituição, uma vez que ignora aspectos fundamentais de ordem estrutural, tecnológica, de dinâmica familiar e existencial.

SINTUFEJUF

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