TRABALHADORES DECIDEM MANTER GREVE NO CAMPUS JUIZ DE FORA E NA REITORIA DO IF SUDESTE MG

 

Trabalhadoras e trabalhadores técnico-administrativos em educação (TAEs) do  Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais – IF Sudeste MG (campus Juiz de Fora e reitoria) reunidos em assembleia hoje, 25 de abril, no Anfiteatro do Prédio Administrativo do Instituto, decidiram manter a greve por tempo indeterminado.

Na última terça (24) o Conselho Superior do IF aprovou a minuta que regulamenta a flexibilização da jornada de trabalho da categoria, em reunião extraordinária do Conselho. A avaliação da assembleia, porém, foi de que a postura do reitor, Charles Okama, tem sido intransigente e prejudicou a votação em pontos importantes para os trabalhadores. Embora a categoria tenha conquistado alguns avanços até o momento, a assembleia avaliou que a mobilização deve permanecer e a greve continuar.

Representantes do Fórum Intersindical, que reúne o Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos em Educação das Instituições Federais de Ensino de Juiz de Fora – Sintufejuf, Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica – Sinasefe e a Associação dos Professores de Ensino Superior de Juiz de Fora – Apes, participaram da reunião do Conselho Superior. O Sintufejuf participou apenas enquanto convidado com direito à fala e os demais sindicatos como conselheiros. O relato da reunião foi feito durante a assembleia de hoje e os principais destaques foram a negativa do reitor em atender o pedido de recontagem de votos feito pelos sindicatos, na deliberação do conceito de “público”, e a manobra utilizada nos encaminhamentos da reunião, ao não colocar em votação apenas as duas propostas previamente enviadas aos conselheiros. A assembleia aprovou a construção de uma carta-repúdio denunciando a postura do reitor na condução dos trabalhos.Na última terça (24) o Conselho Superior do IF aprovou a minuta que regulamenta a flexibilização da jornada de trabalho da categoria, em reunião extraordinária do Conselho. A avaliação da assembleia, porém, foi de que a postura do reitor, Charles Okama, tem sido intransigente e prejudicou a votação em pontos importantes para os trabalhadores. Embora a categoria tenha conquistado alguns avanços até o momento, a assembleia avaliou que a mobilização deve permanecer e a greve continuar.

 

25Uma das pautas da greve é exatamente a participação do Sintufejuf em todos os órgãos colegiados do IF. Na última segunda (23) já foi acordado com o diretor do campus de Juiz de Fora a participação no Conselho do Campus, mas no caso do Conselho Superior ainda está pendente a negociação direta com o reitor, que está em Brasília neste momento. Para entender essa e as outras pautas da greve, acesse a reportagem completa sobre o movimento AQUI.

Participantes do Comando de Greve ressaltaram que, dos principais pontos destacados no documento encaminhado pelo Sintufejuf, somente a avaliação dos planos de flexibilização por setores, e não por cargos, foi aprovada. A comissão de assessoramento, proposta do Fórum Intersindical,  embora tenha sido aprovada, não evitou que os planos de flexibilização passem pelo colégio de dirigentes, ferindo a autonomia dos campi. Outra conquista foi a de que trabalhadoras e trabalhadores poderão se ausentar para atividades sindicais, sem a necessidade de banco de horas. A próxima reunião do Comando Local de Greve (CLG) acontece amanhã (quinta, 26 de abril) às 10h, na sede do Sintufejuf (Rua Santo Antônio, 309 – Centro).

Novos pontos de pauta da categoria também foram incluídos, na assembleia de hoje, às reivindicações da greve:

– Que não seja descontado nenhum dia da greve no pagamento dos TAEs;

– Garantia de transmissão das reuniões do colégio de dirigentes, assim como do Consu. Ambas com nitidez e qualidade;

– Pela garantia de um representante no Consu para TAEs da Reitoria, assim como os demais campi tem seus representantes.

SINTUFEJUF

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