TAEs e docentes realizam ato no Campus em defesa da previdência pública em dia da trabalhadora e trabalhador

Com o objetivo de conscientizar a população quanto aos prejuízos da Reforma da Previdência, as trabalhadoras e trabalhadores técnico-administrativos em Educação, realizarão um ato no dia 1º de maio, no Campus da UFJF. A atividade foi construída na sede do sindicato em reunião da Frente em Defesa da Previdência Pública, da qual fazem parte o Sintufejuf e a Apes, e a participação foi aprovada em assembleia geral da categoria realizada na tarde de ontem, 24 de abril, no auditório da reitoria.

A atividade terá início às 9h, em frente à sede da Apes, onde os manifestantes irão distribuir panfletos e balões com a frase “Quero me aposentar” para as famílias visitantes do campus. De acordo com o coordenador Igor Coelho, que participou da reunião da Frente, o ato visa dialogar com toda a população, independente de correntes político-partidárias, uma vez que a Reforma atinge a todas e todos. “A gente só vai barrar a Reforma nas ruas”, afirma. O coordenador sugere que a greve geral da educação, que está sendo chamada para o dia 15 de maio, seja construída por todos os movimentos e entidades sindicais, com a palavra de ordem comum a todos: a defesa da previdência pública. “A unidade é primordial”, conclui Igor.

Diante disso, a assembleia aprovou a divulgação de uma “carta aberta” propondo a todas as entidades que compõem a Frente em Defesa da Previdência Pública, que o ato no dia 15 de maio seja organizado em conjunto, evitando que aconteça manifestações dispersas. Desta forma, será possível reunir o maior número de pessoas em uma grande atividade conjunta.

Ainda em defesa da Previdência Pública, o Sintufejuf está envolvido em outras atividades. Na manhã de ontem, foi realizado um varal de lutas na entrada o Restaurante Universitário do Campus da UFJF. O mesmo ato se repete na manhã de hoje, no Campus Juiz de Fora do IF Sudeste MG. Além disso, o Sintufejuf está apoiando a iniciativa do Afronte e dos centros acadêmicos de Turismo e de Ciências Sociais em trazer o líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) Guilherme Boulos para discutir na UFJF a luta contra a reforma da previdência e os ataques do governo Bolsonaro. O evento acontece nesta sexta-feira, dia 26, às 20h, na arquibancada do campo da Faculdade de Educação Física e Desportos.

Escolha de membros

Tendo em vista a necessidade de renovar a indicação dos TAEs no Conselho do Centro de Ciências, a assembleia abriu espaço para a escolha de novos membros. No entanto, diante da manifestação de interesse em permanência dos atuais conselheiros Fábio Dias e Adriano Dias Santos, a categoria referendou os nomes dos mesmos.

Também foram eleitos membros para os conselhos do Centro de Pesquisa Sociais Josélia Barbosa Miranda (titular) e Ivan Bilheiro Dias da Silva (suplente).

Informes gerais

Durante a assembleia, o coordenador geral Flávio Sereno atualizou a categoria em relação à medida Provisória MP 873/2019 que dificulta a arrecadação das mensalidades sindicais. Em março, o Sintufejuf conquistou na justiça uma liminar suspendendo os efeitos da MP até a decisão final da ação coletiva, o que garantiu até o momento o desconto na folha de pagamento dos TAEs. Outra medida adotada pelo sindicato foi o envio de cartas e pedido de agenda  junto com a Apes a todas e todos os deputados de Minas, pedindo que se manifestem contrários à MP 873.

Em âmbito jurídico nacional, o Conselho Federal da OAB entrou com ação direta de inconstitucionalidade (ADI), afirmando que a MP limita indevidamente a liberdade de associação e a autodeterminação dos trabalhadores, bem como dos próprios sindicatos, tendo sido editada com o objetivo “dificultar ao máximo” a organização das entidades que representam os trabalhadores. O relator das ações, ministro Luiz Fux, remeteu a análise para o plenário”. O julgamento será pautado no dia 23 de maio.

Enquanto isso, para se antecipar aos ataques do governo ao movimento sindical, o Sintufejuf realiza o recadastramento dos sindicalizados, atualizando endereços, local de trabalho e solicitando a autorização de débito automático em conta corrente.

Segundo Flávio Sereno, é importante manter o desconto em folha de pagamento, uma vez que o desconto em conta corrente gera um custo para o Sintufejuf, e para o boleto bancário, o custo é ainda maior, podendo comprometer as finanças. Para ele, mesmo que a MP 873/2019 não avance, o governo irá buscar outras formas de dificultar a organização sindical.

Veja a seguir mais fotos da assembleia:


SINTUFEJUF

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