TAES PARALISAM ATIVIDADES NO DIA 19, CONTRA A REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Trabalhadores técnico-administrativos em educação da Universidade Federal de Juiz de Fora, reunidos em assembleia na tarde de hoje, 08 de fevereiro, decidiram paralisar as atividades no dia 19, Dia Nacional de Lutas contra a Reforma da Previdência, com greves, paralisações e mobilizações em todo o país, convocado pela Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores das Universidades Públicas Brasileiras (Fasubra), Fórum das Entidades. Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe) e centrais sindicais. O objetivo é pressionar os parlamentares a votarem contra a Reforma, que estava prevista para ser colocada em plenário na primeira segunda-feira após o carnaval, porém foi adiada para o dia 28.
De acordo com o coordenador do Sintufejuf, José Francisco Jr, é imprescindível manter a mobilização no dia 19 para mostrar a resistência e a predisposição da categoria de estar nas ruas nesse momento histórico. “Não podemos duvidar da capacidade do governo em levar a Reforma adiante e conseguir os votos necessários para aprovar mais esse ataque” afirma. O técnico-administrativo Rogério Silva concorda que é preciso manter o calendário orientado pela Fasubra, no entanto, para ele é preciso focar também em atividades para o dia 28. “O governo ainda não tem os votos necessários graças às mobilizações. Vamos permanecer na unidade e trazer os companheiros que ainda não estão na luta”. Para Mariluce Jacob, a paralisação é necessária, e o chamado é urgente. “É um momento difícil, dia 19, temos que conseguir mobilizar nossos colegas para estarem no ato” opina.
Segundo o coordenador geral do Sintufejuf Flávio Sereno, o governo já declarou guerra contra a classe trabalhadora. No primeiro semestre do ano passado, devido às fortes mobilizações, foi possível barrar as votações no congresso, no entanto, no segundo, sem ir às ruas com a mesma quantidade de pessoas para protestar, os trabalhadores acabaram perdendo diversos direitos, como a aprovação da Reforma Trabalhista e a Lei das Terceirizações. “Não existe um terceiro caminho, ou a gente se rende, ou a gente vai para a guerra”. O técnico-administrativo Heronides Meireles afirma que é preciso dar uma resposta ao governo. “Precisamos de massa nas ruas”.
Além da paralisação, os trabalhadores aprovaram uma panfletagem no Campus na parte da manhã junto com o chamado por meio de moto som, e a participação no ato convocado pelo Fórum Sindical e Popular de Juiz de Fora, que acontece no mesmo dia, às 17h, na Praça da Estação. Outras bandeiras da manifestação são a revogação da Reforma Trabalhista, revogação da Lei das Terceirizações e em Defesa do Serviço Público.

8M
Durante a assembleia, a coordenadora de Educação e Formação Sindical, Natália Paganini, fez o relato sobre a primeira reunião do 8M para a organização das atividades do dia 08 de março, dia internacional da Mulher. Ela lembrou que no ano passado, o Sintufejuf foi a primeira e única entidade de Juiz de Fora a realizar uma paralisação exclusivamente feminina e que pretende repetir este ano. A próxima reunião está marcada para o dia 20 de fevereiro, às 18h30 no sindicato dos metalúrgicos. De acordo com Natália, o encontro é somente para mulheres, para que elas sejam protagonistas da política, além de possibilitar que as mesmas se sintam mais à vontade para debater sobre machismo e opressão.

SINTUFEJUF

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