TAEs da UFJF e IF Sudeste MG aprovam prorrogação de mandato da diretoria executiva do SINTUFEJUF em primeira assembleia virtual

Trabalhadoras e trabalhadores técnico-administrativos da UFJF e IF Sudeste MG reunidos em assembleia geral virtual aprovaram, sem nenhum voto contrário, a prorrogação do mandato da diretoria executiva do Sintufejuf por 6 meses, até março de 2021. O motivo é a necessidade de distanciamento social provocada pela pandemia da Covid-19, que inviabiliza a realização da eleição. Esta foi a primeira assembleia remota da história do Sintufejuf, e unificou a categoria da UFJF em Juiz de Fora e Governador Valadares e do IF Sudeste MG, no mesmo ambiente virtual.

De acordo com o coordenador geral do Sintufejuf, Flávio Sereno, existe a possibilidade de ser convocada uma nova assembleia caso a situação local diante da pandemia seja normalizada e as atividades presenciais retomadas. “Nó podemos realizar a eleição no início do ano, no final do ano, ou até mesmo depois de março se não for viável fazer antes. Não temos como prever agora”. Flávio lembra que a definição da data da eleição é definida em assembleia. Deste modo, somente quando for possível o encontro presencial, a direção irá convocar uma assembleia e apresentar uma proposta de data.

Conforme o coordenador jurídico do Sintufejuf, Pedro Cuco, a proposta de prorrogação do mandato, no caso, por 6 meses, é uma das alternativas estatutárias quando não se pode realizar as eleições regulares. “Prorrogar o mandato se torna necessário para representação do sindicato junto a órgãos estatais, como a própria UFJF e o Ministério da Economia, ao Poder Judiciário e aos bancos. Além disso, é necessário resolver pendências administrativas, políticas e jurídicas do sindicato e para isso é necessária a regularidade da diretoria executiva”, afirma Pedro Cuco.

O técnico-administrativo Paulo Dimas de Castro lembra que já houve necessidade na gestão passada de adiamento de eleição devido a greve dos TAEs. “Eu acho que as atividades na universidade não retomam em agosto, e não dá para fazer uma eleição correndo, a toque de caixa. O prazo é razoável. Mesmo que alguns trabalhadores retomem, aqueles que possuem doenças pré-existentes ou estão acima dos 60 anos, não voltarão tão cedo. Como fazer eleição presencial sem a presença de funcionários? A universidade precisa estar funcionando plena, para que todos participem da votação” opina.

Para a técnico-administrativa da UFJF Silvia Regina Neto, a prorrogação é muito necessária neste momento em que todos estão indiscriminadamente passando por dificuldades. “A gente não tem neste momento que se ocupar de uma questão importante como a eleição do sindicato, mas que neste momento não é prioridade” afirma. A trabalhadora destaca que outros aspectos precisam ser reestabelecidos, revistos e revalorizados em relação ao trabalho dentro da universidade, que se propõe enquanto instituição de ensino, pesquisa e extensão, a formar alunos. Para ela, a prioridade deste momento é unir as forças dos gestores do sindicato, dos técnicos, dos eventuais candidatos futuros e das pessoas que iriam trabalhar no processo eleitoral, em estratégias de sobrevivência dos trabalhadores e dos estudantes da instituição.

Segundo o técnico-administrativo do IF Sudeste MG, Vinicius Pilate, o mesmo motivo que levou os trabalhadores para o home office, que é a pandemia, torna necessário o adiamento da eleição. “Se isso não for feito, as prerrogativas do sindicato ficam inviabilizadas, num momento que é extremamente importante a atuação sindical, sobretudo agora que a gente vem com um processo eleitoral no IF sudeste MG para reitor e diretor geral do campus de Juiz de Fora” destaca. Conforme Vinicius, o processo deverá ser iniciado já em agosto, e a presença do sindicato é fundamental para discutir as pautas da categoria a serem apresentadas para os candidatos. Desta forma, Vinicius acredita na importância de realizar outras assembleias virtuais, desta vez, com a categoria do instituto para levantar e discutir a pauta, uma vez que a eleição deverá ser realizada no final do ano.

Sintufejuf atua no enfrentamento à Covid-19

Durante a assembleia, Flávio Sereno fez uma retrospectiva das ações do sindicato e da Fasubra diante da pandemia. Segundo ele, o primeiro trabalho do sindicato foi a discussão sobre a suspensão das atividades presenciais na universidade, ainda em março, quando a categoria se preparava para uma possível greve em defesa do serviço público e contra a Reforma Administrativa, e já havia aprovado adesão à greve nacional da Educação prevista para 18 de março. No dia 13 de março, o Conselho Superior havia criado o Comitê de Monitoramento Epidemiológico de Juiz de Fora e Governador Valadares, e as entidades sindicais Apes e Sintufejuf reivindicaram a participação enquanto observadores do comitê. No mesmo momento, ocorria a Plenária Nacional da Fasubra que instalou o Comando Nacional de Greve.

Porém, a partir da confirmação de casos de Covid-19 em Juiz de Fora, o Sintufejuf anunciou o fechamento das sedes do sindicato e iniciou o debate pela suspensão das atividades na UFJF e do IF Sudeste.

A partir de então o movimento sindical migrou para o ambiente virtual, mantendo a mobilização, como por exemplo, contra os cortes de adicionais e auxílios previstos na  Instrução Normativa 28.  

O sindicato também se inseriu em diversas comissões da UFJF para o planejamento de ações durante  e após a pandemia, no debate sobre a regulamentação do trabalho remoto, em grupos de trabalho no Hospital Universitário entre outros espaços institucionais e de mobilização nas cidades de Juiz de Fora e Governador Valadares.

No IF Sudeste MG, o Fórum intersindical, do qual o Sintufejuf faz parte, vem cobrando do reitor e do colégio de dirigentes o debate no CONSU sobre a Portaria 237, que instituiu as medidas de prevenção ao coronavírus e regulamenta o trabalho remoto dos servidores.

Junto ao Fórum 8M, o sindicato participa da Campanha em solidariedade às mulheres em situação de rua. Contribuiu também no projeto de extensão criado pelo Comitê de Combate à Covid-19 do IF Sudeste MG. Além disso, a campanha “Fasubra Solidária” previa que os sindicatos filiados revertesse uma mensalidade em doações de materiais de proteção individuais para hospitais universitários, o Sintufejuf decidiu dobrar o valor com recursos próprios e doar aventais para os trabalhadores do HU.

SINTUFEJUF

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