TAES APROVAM PRESTAÇÃO DE CONTAS DO EXERCÍCIO DE 2017 DO SINTUFEJUF

Conselho Fiscal do Sintufejuf avalia os balancetes apresentados

Trabalhadoras e trabalhadores técnico-administrativos em educação, reunidos em assembleia nesta terça-feira, 26 de junho, aprovaram as contas do Sintufejuf relativas ao exercício de 2017.

A assembleia foi dividida em três momentos, no primeiro, o Conselho Fiscal do Sintufejuf (triênio 2017/2020), com a presença de todos os membros eleitos, realizou uma avaliação sobre as receitas e despesas do sindicato e fez algumas sugestões à diretoria executiva. Os balancetes analíticos da contabilidade de 2017 estão disponíveis no site do Sintufejuf, e foram distribuídos para a categoria durante a assembleia. Embora o sindicato não seja uma empresa que visa lucro, as orientações do Conselho Fiscal foram no sentido de aumentar a receita do Sintufejuf, a fim de obter uma reserva, principalmente para campanha salarial. Além disso, os conselheiros propuseram especificar melhor cada despesa, para que o sindicalizado, mesmo que não tenha conhecimento de contabilidade, possa acompanhar mais claramente o que é investido em luta política, gastos sociais e administrativamente no dia a dia do sindicato, estabelecendo assim, um limite de gastos para cada área. Exemplo disso, são as doações a movimentos sociais. Uma vez que o sindicato não pode realizar doações financeiras, estas são feitas em impressões de materiais gráficos, distribuição de alimentos, entre outras. A sugestão do Conselho é que, quando isso ocorrer, ficar especificado na prestação de contas para o sindicalizado.

Outra sugestão, é a realização de políticas para manter sindicalizado o trabalhador que se aposenta, e campanhas de conscientização para conquistar novos sindicalizados pois foi verificado que a principal fonte de financiamento da instituição é a contribuição sindical.

Coordenação de Administração e Finanças da atual gestão do Sintufejuf e da gestão de 2014/2017, explicam a prestação relativa ao exercício de 2017

No segundo momento da assembleia, após a explanação do Conselho Fiscal, a coordenação de administração finanças, representada por Luiz Tegedor e Antônio Dias e pelo ex-coordenador Rogério Silva (que esteve na direção até o final de agosto de 2017) explicaram sobre as questões técnicas legais que envolvem a contabilidade sindical. Segundo Antônio Dias, nada impede de realizar uma prestação mais detalhada e acessível ao sindicalizado, o que já era promessa de campanha da atual gestão. No entanto, o que estava sendo apresentado era o balanço correspondente ao exercício de 2017, e a atual gestão do Sintufejuf entrou já em setembro. Desta forma, de acordo com Antônio, optou-se por manter o modelo até o final do ano, porém sem deixar de estudar um novo formato para 2018. “O objetivo é agregar no site do sindicato um mapa de cada conta” afirma.

Luiz ressaltou o fato de que a arrecadação do Sintufejuf é gerada basicamente pela contribuição que incide sobre o salário do sindicalizado. Afirmou que isto impõe um “estrangulamento”, uma vez que a arrecadação não segue a inflação. Ou seja, se o reajuste dos servidores for zero ou menor que a inflação, como tem acontecido nos últimos anos, a diferença entre o valor da receita e a despesa total do sindicato, tende a diminuir. Em relação ao fundo de greve, Luiz esclareceu que é necessário para conduzir o movimento. Segundo ele, mesmo que haja uma reserva financeira no sindicato, ela precisa ser reposta. Isto porque, quando o fundo é aprovado no momento em que a greve tem início, sem previsão de término, só é descontado no mês seguinte, e a greve não pode esperar. Sendo assim, os recursos utilizados da reserva precisarão ser repostos com o fundo de greve para não inviabilizar movimentos futuros.

O ex-coordenador do Sintufejuf, Rogério Silva, parabenizou as orientações do Conselho Fiscal e falou sobre o auxílio que o sindicato sempre teve através das trabalhadoras do departamento financeiro, estando sempre atentas a essas oscilações, e orientando, sempre que necessário, em relação às formas de aumentar a reserva, como a realização de aplicações financeiras.

O terceiro momento, antes de votar a aprovação da prestação de contas do Sintufejuf, foi reservado para esclarecer as dúvidas e receber sugestões da categoria. O coordenador geral Flávio Sereno reforçou a fala da coordenação de finanças em relação ao “estrangulamento” causado pela inflação. Além disso, ele lembrou que, o sindicalizado sem aumento real, precisa cortar despesas, e muitas vezes, acaba desfiliando. No entanto, para Maria Angela Costa, essa desfiliação é prejudicial para o próprio técnico-administrativo, uma vez que ao enfraquecer o sindicato, ele enfraquece a luta da categoria, e sem luta, não há vitória, não há ganhos políticos, nem financeiros. Maria Angela falou também sobre as perdas que estão acontecendo nos hospitais universitários, como cortes de hora noturna, insalubridade e plantão hospitalar, que necessitam de um trabalho político forte do sindicato para que o trabalhador não seja ainda mais penalizado.

As representantes da MB Contabilidade (empresa responsável pela contabilidade do Sintufejuf), Aline Barra e Cassiana Dalton, estiveram presentes na assembleia para os devidos esclarecimentos, tanto à categoria, quanto em relação à viabilidade de executar as sugestões do Conselho Fiscal

SINTUFEJUF

SINTUFEJUF