TAE da UFJF, Jhonatan Mata publica artigo em obra sobre telejornalismo e direitos humanos

09/02/2022

Jhonatan Mata, poeta e trabalhador técnico-administrativo da UFJF (TAE), divulga sua recente publicação “50 anos de som e fúria: a música, os populares e os direitos humanos nas celebrações do Jornal Hoje” na décima terceira edição da coleção Jornalismo Audiovisual. A obra é editada pela rede de pesquisadores de telejornalismo, TELEJOR, que Jhonatan também integra. 

O autor conta que nos últimos anos sua pesquisa tem sido voltada entre o telejornalismo e a música. Segundo ele, seu interesse pelo tema é antigo, despertado ainda em 2003, em sua iniciação científica na Faculdade de Comunicação. Desde então, ele tem analisado o telejornalismo e sobretudo a inserção do povo nesse meio de comunicação e como as pessoas têm sido representadas. 

Jhonatan explica que embora de início os assuntos pareçam não ter muita relação, ao observar a questão de som de fundo e as trilhas sonoras é possível perceber que os assuntos conversam. “Um momento a ser destacado é o ataque à bomba ao Centro Convenções do Riocentro na noite de 30 de abril de 1981, que é contado com destaque ao show musical que ocorria no local em comemoração ao dia do trabalho. Também tivemos a primeira eleição presidencial realizada no brasil em 24 anos, onde se tem a participação do cantor Luiz Gonzaga com sua fala memorável que considerava isso como algo desumano”, argumenta Jhonatan. 

Explicando sobre sua pesquisa, Jhonatan apresenta o conceito de Frame Multidão, estudado e dominado por ele, abordado no livro O Amador no Audiovisual que será publicado em breve pela Editora UFJF. O termo, segundo o autor, serve para denominar o aparecimento da população nas câmeras como multidão, principalmente aglomeradas pela música. Desta forma, surgem poucas declarações verbais, porém muito se diz através da expressão, como choro, aplauso, ou punho cerrado por uma causa. “Como indivíduo, a figura do cidadão comum é pouco potente nesses recortes, a força parece residir na coletividade, que é a forma motriz da própria declaração dos direitos humanos”, diz Jhonatan. 

Intitulada “Telejornalismo e Direitos Humanos: pesquisas e relatos de experiências”, a atual edição que traz a publicação de Jhonatan, em parceria  com a Editora Insular, conta também com a participação de professores e pesquisadores de jornalismo em busca da promoção de uma sociedade mais democrática, sobretudo no Brasil de 2022. Neste décimo terceiro volume o livro foi organizado em três eixos: defesa dos direitos humanos pela interface telejornalismo-educação,  telejornalismo como local para se refletir sobre os direitos humanos, e a cobertura jornalística de temáticas ligadas a direitos humanos. 

Através destes três pontos, pesquisadores do Brasil inteiro dissertam sobre a nova televisão, produção de conteúdo para jovens, jornalismo audiovisual na educação básica, o papel do jornalismo no combate a violência a mulher, TV Universitária e questões de gênero, entre outros. O livro pode ser adquirido diretamente com o autor (pelo email jhonatanmata@yahoo.com.br, ou instagram @jotamata)  ou através do site da Editora Insular:  https://insular.com.br/categoria-produto/colecao-jornalismo-audiovisual/

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