SINTUFEJUF repudia declarações LGBTfóbicas de Ministro da Educação

Na última quinta-feira (24), o Ministro da Educação Milton Ribeiro afirmou em entrevista feita ao jornal O Estado de S. Paulo que a homossexualidade acontece em “famílias desajustadas”.

“Acho que o adolescente que muitas vezes opta por andar no caminho do homossexualismo (sic) tem um contexto familiar muito próximo, basta fazer uma pesquisa. São famílias desajustadas, algumas. Falta atenção do pai, falta atenção da mãe”, disse o ministro, que também afirmou que a orientação sexual de uma pessoa pode ser escolhida. “Vejo menino de 12, 13 anos optando por ser gay, nunca esteve com uma mulher de fato, com um homem de fato e caminhar por aí”. O ministro seguiu sua fala dizendo que discussões sobre gênero não deveriam ocorrer na escola, que “não concorda” com quem “opta por ser homossexual” e que tem “certas ressalvas” sobre professoras e professores transgêneros.

O SINTUFEJUF repudia a fala preconceituosa e mentirosa do Ministro da Educação. É um absurdo um ministro de Estado emitir opiniões da maneira criminosa e carregadas de intolerância. A Mestre em Direito Penal pela Universidade de São Paulo (USP) e comentarista da CNN Brasil, Gabriela Prioli, publicou em seu instagram, @gabrielapriori, este vídeo que aqui compartilhamos, em que demonstra o quanto de ódio e violência esse tipo de fala pode desencadear na vida das pessoas LGBTQIA+.

No dia de publicação da entrevista de Milton Ribeiro, a pré-candidata a vereadora pelo PSOL em São Paulo Erika Hilton, informou nas redes sociais que protocolou um pedido de impeachment do ministro na Procuradoria-Geral da República (PGR) por suas declarações e, após repercursão de sua fala criminosa, o ministro divulgou uma nota no sábado (26), afirmando que suas declarações sobre o assunto foram tiradas de contexto e pedindo desculpas. Importante ressaltar que em sua nota, apesar de acusar ter sua fala tirada de contexto, o ministro não explicou qual seria, então, o real contexto. A nota de esclarecimento foi divulgada após a PGR pedir, na sexta-feira (25), que o Supremo Tribunal Federal (STF) apure se o ministro cometeu crime de homofobia.

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