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SINTUFEJUF reforça mobilização em Juiz de Fora pela redução da jornada de trabalho e pelo fim da escala 6×1

08/07/2026

O SINTUFEJUF esteve presente no ato nacional em defesa da redução da jornada de trabalho, realizado no último dia 30, às 17h, em frente ao Banco do Brasil, no Calçadão da Rua Halfeld, em Juiz de Fora. Representando o sindicato, o coordenador de Saúde do Trabalhador e Combate às Opressões, Ronaldo Dias, participou da mobilização, reafirmando o compromisso histórico da entidade com a defesa dos direitos da classe trabalhadora.

A mobilização foi convocada nacionalmente pelas frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, pela CUT, pelo Fórum das Centrais Sindicais e pelo movimento Vida Além do Trabalho (VAT). Em Juiz de Fora, o SINTUFEJUF esteve entre as entidades que convocaram a população para o ato, ao lado de sindicatos, centrais sindicais e organizações de defesa dos direitos da classe trabalhadora.

O objetivo da manifestação foi demonstrar ao Senado que existe amplo apoio popular à redução da jornada de trabalho sem redução salarial e cobrar que a proposta tenha sua tramitação garantida, sem retrocessos. Atualmente, o texto em discussão pode sofrer alterações no Senado. Caso isso ocorra, a proposta precisará retornar à Câmara dos Deputados para nova análise, o que poderá prolongar sua tramitação por meses e até comprometer sua aprovação. Além disso, há parlamentares que defendem modelos de remuneração baseados exclusivamente nas horas efetivamente trabalhadas, proposta que, segundo entidades sindicais, pode resultar em redução dos salários, maior precarização das relações de trabalho e abertura de espaço para jornadas ainda mais exaustivas.

Para o coordenador de Saúde do SINTUFEJUF, Ronaldo Dias, a presença do sindicato no ato reafirma o papel da entidade na defesa permanente da classe trabalhadora. “O SINTUFEJUF esteve presente no ato reafirmando seu compromisso histórico com a defesa dos direitos da classe trabalhadora e somando forças a essa importante mobilização nacional. Mesmo com uma participação menor do que a relevância da pauta merecia em Juiz de Fora, o ato cumpriu um papel fundamental de dialogar com a população, ampliar o debate e conscientizar sobre os impactos que essas propostas podem ter na vida dos trabalhadores e trabalhadoras.”, afirma.

Embora a escala 6×1 não faça parte diretamente da realidade dos Técnico-Administrativos em Educação (TAEs), a pauta dialoga diretamente com uma reivindicação histórica da categoria: a consolidação da jornada de 30 horas semanais sem redução salarial, defendida há anos pela FASUBRA Sindical e pelos sindicatos de base.

Para Ronaldo, a discussão ultrapassa os limites de uma categoria específica. A mudança pode impactar milhões de trabalhadores brasileiros e fortalece um debate histórico da classe trabalhadora: a defesa de jornadas mais humanas, condições dignas de trabalho, valorização profissional, preservação da saúde física e mental e melhoria da qualidade de vida.

A defesa da redução da jornada sempre esteve associada ao entendimento de que produtividade não pode ser construída à custa do adoecimento, da sobrecarga e da intensificação do trabalho. Nesse sentido, a luta dos TAEs pelas 30 horas integra um movimento mais amplo em defesa de relações de trabalho mais justas e compatíveis com a dignidade humana.

Estudos realizados em diferentes países apontam que a redução da carga horária pode gerar impactos positivos na produtividade, na motivação dos trabalhadores e na qualidade dos serviços prestados. As pesquisas também indicam benefícios relacionados à saúde mental, à redução do estresse e ao fortalecimento da convivência familiar e social.

O debate sobre jornadas justas torna-se ainda mais relevante diante do crescimento do adoecimento relacionado ao trabalho, da intensificação das atividades laborais e da necessidade de construção de políticas públicas que coloquem a vida, a saúde e a dignidade humana acima da lógica da exaustão permanente.

Deste modo, seguir fortalecendo essa discussão significa defender um modelo de sociedade que valorize o trabalho, gere mais empregos, promova qualidade de vida e assegure direitos historicamente conquistados pela classe trabalhadora.