Sintufejuf perde ex-coordenador da primeira gestão (1996/1999)

05/11/2018

Altair foi o primeiro coordenador geral eleito do Sintufejuf (1996-1999)

Primeiro coordenador geral eleito do Sintufejuf (1996-1999), o técnico-administrativo em Educação da Faculdade de Farmácia da UFJF, Altair de Paula Oliveira, faleceu neste domingo, 04 de novembro.

Segundo Paulo Dimas de Castro, companheiro da Faculdade de Farmácia, Altair fez parte do grupo “Mobilização e luta”, e teve um papel de oposição à diretoria da então Associação dos Servidores da UFJF (ASUFJUF). O grupo conquistou dois mandatos na direção. O primeiro encabeçado por Valter da Silva e José Fanias Lima, que em 1995, fez a transição da entidade de associação para sindicato. O segundo mandato do grupo, teve os primeiros coordenadores gerais Altair de Paula e Aloísio Silva. Na época, Paulo Dimas era coordenador de Educação e Formação Sindical.  Ele conta que Altair era jovem e apresentava além de ideias novas, experiência devido ao convívio com grupos nacionais de Brasília. Altair trabalhou também à frente do Partido dos Trabalhadores em Matias Barbosa. “Foi uma grande perda não só para o sindicato, mas também enquanto amigo pessoal, colega de trabalho e de militância no Partido dos Trabalhadores”, desabafa Paulo Dimas.

De acordo com o companheiro da coordenação geral no mandato de 1996 a 1999, Aloísio Silvia, Altair teve um papel importante, não apenas na gestão, mas para a história do sindicato. Para ele, a coordenação do Sintufejuf, foi acostumada, desde o primeiro mandato a ter um sindicato baseado em transparência e princípios básicos. “É uma perda grande por tudo que ele foi como militante, uma pessoa muito ética, lutadora. Era muito fácil ter uma boa gestão por conta do Altair, com garra e vontade. A gente não tinha como trabalhar de outra forma, a nossa administração foi muito boa”, conta Aloísio.

Um exemplo de militância! É assim que a coordenadora geral do Sintufejuf, Maria Angela Costa define Altair. Ela, que também fez parte da primeira diretoria executiva do Sintufejuf, na Coordenação de Organização e Política Sindical, conta que conheceu Altair em uma assembleia geral da categoria. “Eu havia acabado de passar no concurso e entrar para a UFJF, e na primeira assembleia, eu me identifiquei com a fala de Altair, e percebi ali o lugar para eu me manter na militância, como eu fazia no sindicato dos metalúrgicos”. Maria Angela conta a satisfação que teve ao ser convidada para fazer parte da primeira direção do sindicato. “Era uma diretoria muito politizada”, afirma. Para ela, neste momento em que o Brasil sofreu um golpe, com a eleição da extrema direita no país, o falecimento de Altair representa uma grande perda para a militância da esquerda.

O corpo de Altair foi velado e enterrado em Matias Barbosa.

Altair, presente!

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