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SINTUFEJUF participa de debate da UFJF sobre ética organizacional e enfrentamento ao assédio

09/07/2026

O SINTUFEJUF participou, na manhã da última terça-feira (7), do encontro “Ética organizacional e transformação das relações no ambiente universitário”, promovido pela Comissão Permanente de Prevenção e Enfrentamento às Violências e Assédios (COPPEA), no âmbito da UFJF. Representaram o Sindicato as coordenadoras Jane Melandre e Maria Cristina Andrade, integrantes da  Comissão Permanente de Prevenção e Enfrentamento às Violências e Assédios (COPPEA)

A atividade integrou a campanha UFJF Contra o Assédio e reuniu trabalhadores, estudantes e gestores para discutir estratégias de prevenção às violências e à construção de relações de trabalho mais éticas, saudáveis e respeitosas.

A mediação foi conduzida por Marisa Augusta de Oliveira, pesquisadora e coordenadora de Saúde do Trabalhador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), doutora em Bioética, Ética Aplicada e Saúde Coletiva. Durante a palestra, ela abordou conceitos sobre violência e assédio, as diferentes formas em que essas práticas se manifestam no ambiente de trabalho, seus impactos sobre a saúde dos trabalhadores e a importância da prevenção, do diálogo e da mudança da cultura organizacional.

Entre os pontos destacados pela pesquisadora estiveram a necessidade de compreender o assédio como uma prática que ultrapassa conflitos individuais e afeta toda a instituição, a responsabilidade coletiva no enfrentamento dessas situações e o fortalecimento de mecanismos de acolhimento, mediação e prevenção.

Para a coordenadora do SINTUFEJUF Jane Melandre, a participação do Sindicato em espaços de debate como esse é fundamental para que as políticas institucionais sejam construídas a partir da realidade vivida pelos técnico-administrativos em educação. “O SINTUFEJUF representa a base da categoria e contribui para que as políticas de prevenção e enfrentamento ao assédio sejam construídas ouvindo quem vivencia diariamente o ambiente de trabalho. As discussões mostraram que o assédio, muitas vezes, está relacionado a relações desiguais de poder e à sobrecarga de trabalho, impactando diretamente a saúde mental, o clima organizacional e a qualidade dos serviços prestados”, explica.

Jane também destaca que o Sindicato tem atuado para fortalecer ações permanentes de prevenção e de combate às diversas formas de violência no ambiente universitário, participando de espaços de discussão com a administração da UFJF e defendendo que as políticas institucionais sejam efetivamente implementadas.

Já a coordenadora Maria Cristina Andrade ressalta que o tema faz parte da rotina de atendimento do Sindicato e exige o fortalecimento dos mecanismos de acolhimento e proteção aos trabalhadores. “Recebemos com frequência relatos de trabalhadores que procuram o Sindicato de forma confidencial para denunciar situações de abuso de poder, perseguições relacionadas à organização do trabalho e dificuldades encontradas nos canais institucionais. Ainda precisamos avançar para que os servidores se sintam seguros para denunciar, sem medo de retaliações, e para que os processos de apuração ocorram com a celeridade necessária”, conta.

Segundo Maria Cristina, transformar a cultura institucional é um dos maiores desafios.”É preciso romper com a naturalização de práticas abusivas, muitas vezes confundidas com formas de cobrança. Também é essencial fortalecer os espaços de acolhimento e prevenção, garantindo que os trabalhadores tenham apoio desde os primeiros sinais de violência.”

Jane e Maria Cristina ressaltam ainda a importância da Comissão Permanente de Prevenção e Enfrentamento às Violências e Assédios (COPPEA), instituída pela Resolução nº 109/2024 do Conselho Superior da UFJF. Segundo elas, cabe à Comissão monitorar e avaliar a implementação da política institucional, propondo mudanças nos processos de trabalho e contribuindo para que as ações de prevenção sejam efetivamente incorporadas à rotina da Universidade. 

As coordenadoras destacam que o SINTUFEJUF tem atuado para que as políticas de enfrentamento ao assédio não fiquem apenas no papel. O Sindicato participa de espaços de discussão com a administração da UFJF, apresenta propostas para criação e fortalecimento de mecanismos de prevenção e acompanha o desenvolvimento de ações voltadas à proteção da categoria. 

As coordenadoras orientam que trabalhadores que vivenciem ou testemunhem situações de violência ou assédio procurem os canais institucionais da UFJF para registrar a ocorrência e busquem também o SINTUFEJUF para receber acolhimento, orientação e os encaminhamentos necessários. “É fundamental que o servidor não enfrente essa situação sozinho. Quanto mais fortalecidos estiverem os canais de acolhimento e denúncia, maiores serão as condições de construir um ambiente de trabalho saudável e respeitoso”, concluem.