Sindicato alerta que ERE para a graduação pode gerar trabalho presencial

A implantação do Ensino Remoto Emergencial (ERE) para a graduação tem causado preocupação de que este gere aumento no trabalho presencial na UFJF. A pauta está prevista para ser discutida no próximo dia 10 no Conselho Superior (CONSU).

Em ofício encaminhado ontem (06/8) ao Secretário Geral da UFJF, o Sintufejuf solicitou a retirada deste ponto de pauta. Conforme o documento, o motivo é a não apreciação, pelo CONSU, dos Protocolos de Biossegurança da UFJF aprovados pela Comissão de Infraestrutura e biossegurança. Além disso, ainda não foi realizado o planejamento para a aquisição de insumos, equipamentos de proteção individual (EPIs) inclusive, para o atendimento aos citados protocolos.

O pedido do Sintufejuf foi negado pela reitoria. Em oficio de resposta encaminhado hoje (07/8), a Secretaria Geral alega que os protocolos de biossegurança serão apreciados pelo Conselho Superior quando recebidos, e que a instituição está adotando diversas medidas de enfrentamento da pandemia. A resposta não fez menção sobre a aquisição de EPIs.

Na Resolução que definiu o ERE na pós-graduação, a partir de propostas dos sindicatos, representantes da Comissão Acadêmica de Ensino Superior incluíram cláusula que estabelece que não este não poderá gerar trabalho presencial de trabalhadores.

De acordo com o coordenador geral do SINTUFEJUF, Flávio Sereno, o desafio agora é dar o mesmo encaminhamento para o ensino remoto na graduação.

“Nós vamos defender no Conselho, que o ERE não aumente o trabalho presencial. Assim como foi feito com a pós graduação. Lamentavelmente a proposta da reitoria aprovada no conselho setorial de graduação (CONGRAD) não garante isso. Portanto resta ao CONSU corrigir esse problema. Não é hora de afrouxar o isolamento social. A situação da pandemia em agosto é muito pior do que era em março quando as atividades foram suspensas. Não faz sentido ter um ensino remoto se não for remoto também para os trabalhadores da parte administrativa neste momento.

Além disso, a universidade ainda não discutiu no Conselho Superior o relatório da comissão de infraestrutura e biossegurança que determina os protocolos para quem atua trabalhando presencialmente. E a instituição também não finalizou a aquisição dos EPIs. Então estamos pedindo para inverter a ordem das discussões no CONSU. Primeiro votar os protocolos, e após a UFJF garantir os equipamentos de proteção, discutimos o ERE na graduação” explica.

SINTUFEJUF

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