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Projeto “Vamos Acordar o Corpo?” promove saúde, acolhimento e reencontros entre aposentados do SINTUFEJUF

03/08/2026

Manter o corpo em movimento, fortalecer vínculos e proporcionar qualidade de vida. Esses são os pilares do projeto “Vamos Acordar o Corpo?”, iniciativa oferecida pelo SINTUFEJUF aos aposentados da categoria e conduzida pela técnica-administrativa em Educação do Hospital Universitário da UFJF, Isabel Cristina do Nascimento.

Realizadas nas manhãs de segunda e sexta-feira na sede administrativa do sindicato, as atividades vão muito além da prática de movimentar o corpo. Em um ambiente de descontração e acolhimento, os participantes reencontram antigos colegas de trabalho, compartilham experiências e constroem novos laços de amizade, transformando cada encontro em um importante momento de convivência.

Segundo Isabel, o projeto nasceu de uma conversa com um aposentado que manifestou o desejo de voltar a se movimentar. “Ele disse que precisava se movimentar. Naquele momento eu falei: isso eu consigo fazer. A ideia era trazê-los para dentro do sindicato e mostrar que as atividades do cotidiano também podem ajudar a manter autonomia, equilíbrio e qualidade de vida.”

A proposta é trabalhar movimentos presentes na rotina de qualquer pessoa, como agachar, alcançar objetos, caminhar, levantar-se e melhorar a coordenação motora. Tudo de forma lúdica, respeitando os limites de cada participante.

“O planejamento existe, mas as pessoas sempre vêm em primeiro lugar”, explica Isabel. “Muitas vezes chego com uma atividade preparada, mas alguém chega precisando conversar porque aconteceu alguma coisa com um filho, um irmão ou um neto. Então fazemos uma roda de conversa. Eu procuro ir ao encontro daquilo que elas precisam naquele dia.”, conta.

Antes de iniciar as atividades, todos os participantes apresentam liberação médica, garantindo que os exercícios sejam realizados com segurança. Durante as aulas, cada movimento é adaptado às condições físicas de cada aposentado. “Meu objetivo nunca foi deixar ninguém parado, mas também sempre respeitando o limite de cada um.”

Muito além de movimentar o corpo

Quem participa do projeto afirma que os benefícios aparecem tanto no corpo quanto na saúde emocional.

A aposentada Maria de Lourdes Gomes Nassir integra o grupo desde o início. Ela conta que decidiu participar por indicação de uma colega, justamente em um momento em que sentia necessidade de sair da rotina. “Eu estava muito parada e resolvi assistir. Gostei e fiquei.”

Mesmo continuando trabalhando após a aposentadoria, Maria de Lourdes encontrou nas aulas um momento dedicado ao autocuidado.”Hoje tenho esse prazer de duas vezes por semana estar aqui.”

Ela percebe mudanças importantes desde que começou a frequentar os encontros. “Fiquei mais flexível, me mexo melhor e, por me reunir com as colegas, meu humor também melhora.”

Para ela, o acolhimento é um dos maiores diferenciais do projeto. “Às vezes alguma de nós está mais para baixo. A gente escuta, apoia uma à outra. Faz muito bem para a gente.”

Ao convidar outros aposentados a conhecerem a iniciativa, deixa um recado simples: “Venham assistir e fazer um teste. Vocês vão gostar.”

A aposentada Cássia Aparecida Brás também acompanha o projeto desde sua criação. Acostumada a praticar atividades físicas, ela afirma que encontrou muito mais do que imaginava. “Achei que seria uma atividade física, mas descobri que o projeto acorda o corpo e também acorda a alma.”

Ela continua fazendo pilates e fisioterapia, mas destaca que o diferencial do projeto está no ambiente criado entre os participantes. “Aqui é como se fosse minha segunda família.”

Segundo Cássia, os vínculos construídos ao longo da vida profissional ganharam um novo significado após a aposentadoria. “Fortalecemos laços que deixaram de ser apenas de trabalho e se transformaram em amizades.”

Ela resume o significado da iniciativa em poucas palavras: “Ganhei um monte de irmãs de coração.”

Uma nova família

Para Isabel, um dos maiores resultados do projeto é perceber o fortalecimento dos vínculos entre os participantes. “Hoje é como se fôssemos uma nova família. Se alguém falta, logo outra pergunta o que aconteceu. Eu mesma telefono para saber se está tudo bem. Esse cuidado de uma com a outra é muito bonito.”

Ela conta que também observa mudanças na disposição, na autoestima e na alegria do grupo. “No começo algumas tinham um olhar de tristeza. Hoje chegam perguntando umas pelas outras, contam histórias dos filhos, dos netos, trocam receitas, brincam e riem juntas.”

As atividades utilizam bolas, jogos e dinâmicas que estimulam equilíbrio, coordenação, força e mobilidade. Apesar do clima descontraído, Isabel destaca que cada exercício tem um propósito. “São brincadeiras, mas muito sérias. Trabalhamos movimentos que fazem parte da vida de qualquer pessoa e que ajudam a manter a independência nas atividades do dia a dia.”

Ela lembra que pequenos ganhos de mobilidade podem fazer grande diferença na prevenção de acidentes e na manutenção da autonomia dos aposentados.

Convite aos aposentados

O projeto permanece com vagas abertas para aposentados sindicalizados interessados em participar.

O primeiro passo é entrar em contato com o SINTUFEJUF pelo telefone (32) 3215-7979 para obter informações sobre dias e horários das atividades. Para ingressar no grupo, é necessário apresentar um atestado médico autorizando a prática de atividade física e informar eventuais limitações de saúde.

O convite, segundo Isabel, é para quem deseja cuidar do corpo, fortalecer a mente e reencontrar antigos colegas. “Aqui ninguém fica parado. Um acompanha o outro e eu estou junto com todos. Venham participar. É uma oportunidade de cuidar da saúde, rever pessoas com quem vocês dividiram tantos anos de trabalho e construir novas histórias.”