Pesquisa proposta pela Comissão de Condições de Trabalho e Gestão de Pessoas realizará diagnóstico das condições de trabalho remoto

Está aberta a pesquisa proposta pela Comissão de Condições de Trabalho e Gestão de Pessoas para a realização de um novo diagnóstico com os trabalhadores da UFJF. Desta vez será realizado o levantamento sobre as condições de trabalho remoto de TAEs, docentes e terceirizados da instituição. A comissão propôs a realização desta pesquisa uma vez que a primeira não contemplava aspectos importantes relacionados a espaço físico, alteração de rotinas domésticas, de responsabilidades familiares, ergonomia, estrutura, entre outros. 

Instituída pela Resolução nº 15/2020 do Conselho Superior da UFJF, a comissão tem por objetivo diagnosticar e propor soluções (curto e médio prazo) para questões relativas às condições de trabalho em home office. Deste modo, o público-alvo são os trabalhadores da UFJF que estão desenvolvendo o seu trabalho de forma não presencial e os que estão em regime semipresencial.

A necessidade do levantamento das demandas específicas dos trabalhadores e das condições de trabalho remoto foi apontada pelo Sintufejuf desde o anúncio em maio, de que seria realizada a pesquisa com a comunidade acadêmica diante da pandemia. De acordo com o coordenador geral do sindicato, Flávio Sereno, a pandemia colocou em evidência uma prática que já acontecia na UFJF, porém com pouca frequência, ou era pouco discutido. Segundo ele, o trabalho remoto era caracterizado por demandas recebidas em grupos de whatsapp de um setor de trabalho ou quando alguém levava tarefas pra casa ou para desenvolver no fim de semana, por exemplo. “Esse debate era quase inexistente antes da pandemia. Agora o trabalho remoto se tornou uma forma concreta e necessária pra reforçar o isolamento social. E isso aconteceu de forma não planejada. Como o surgimento do vírus e sua disseminação aconteceram de forma muito rápida, ninguém esperava estar, nesse momento, nessa situação. Além de não planejada é compulsória” afirma.

Flávio destaca que não houve, para a maior parte dos trabalhadores, a opção de aderir ou não ao trabalho remoto. A adesão ocorreu a partir da necessidade de saúde pública. “Ao se deparar com uma realidade compulsória não planejada, a Instituição precisa diagnosticar os efeitos disso na vida de seus trabalhadores. É essa a defesa que o Sintufejuf tem feito há meses, em todos os espaços que ocupa e todos os debates que participa” explica. Segundo ele, a realização desse diagnóstico pode ajudar muito a UFJF no desenvolvimento de políticas de saúde e em iniciativas de melhoria das condições de trabalho. Os resultados também poderão auxiliar na discussão da minuta de regulamentação do trabalho remoto que será, em breve, pauta do Conselho Superior (CONSU).

O questionário está aberto até o dia 19 de julho através do link https://forms.gle/hNNM1hactezesHv86 e conta com 16 questões simples e objetivas. O tempo de resposta varia de 5 a 10 minutos. O resultado e as propostas de soluções serão apresentados ao Conselho Superior da UFJF, para que seja realizado o planejamento de ações acadêmicas e administrativas, no contexto da pandemia (Covid-19).

SINTUFEJUF

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