Manifestações marcam início da luta contra a Reforma da Previdência

Na manhã de hoje, 20 de fevereiro, Dia nacional de luta em defesa da Previdência Pública e contra o fim da aposentadoria, o coordenador de organização e política sindical do Sintufejuf, Igor Coelho participou da Assembleia Nacional da Classe Trabalhadora, que reuniu cerca de 10 mil manifestantes na Praça da Sé, no centro da capital paulista. A atividade foi convocada pelas centrais sindicais  – CGBT, CSB, CSP Conlutas, CTB, CUT, Força Sindical, Intersindical e NCST, e a participação das entidades de base em todos os fóruns e frentes que visam a defesa dos direitos da classe trabalhadora foi aprovada em Plenária Nacional da FASUBRA, realizada nos dias 15 e 16 de fevereiro.

De acordo com Igor, a manifestação acontece na mesma data em que o governo de Jair Bolsonaro entrega a proposta de reforma da Previdência ao Congresso Nacional. “Este encontro caracteriza o início da soma das forças para se contrapor ao desmonte da Previdência”, afirma. Para ele, a proposta de contrarreforma do atual governo é ainda mais perversa que a de Temer. “A idade mínima sobe para 65 anos, o que é um grande absurdo, o benefício para quem não contribuiu é só a partir dos 70 anos e quem requerer antes disso, receberá apenas R$400 por mês, menos que o salário mínimo. Isso mostra o tamanho do ataque dessa contrarreforma. E para o serviço público tem alguns ataques maiores ainda, como o aumento da alíquota”, explica.

Na noite de ontem Igor Coelho, esteve presente também no Lançamento do Fórum Sindical, Popular e da Juventude de Lutas Por Direitos e Liberdades Democráticas em São Paulo – SP, que contou com a participação de lideranças sindicais de todo o Brasil.

O Fórum tem como objetivo unificar a esquerda, das entidades sindicais, estudantis, movimentos sociais, populares, de lutas contra as opressões etc., na construção de ações contra as medidas antipopulares de Jair Bolsonaro, como o desmonte da Previdência. Segundo o coordenador Geral da Fasubra, Antonio Alves Neto (Toninho), em entrevista ao Sindicato dos Trabalhadores técnico-administrativos da UFOP (ASSUFOP), a ideia é organizar as entidades e segmentos sociais que ainda não se encontraram na atual conjuntura e dar uma resposta aos ataques do governo aos direitos da classe trabalhadora.

Durante o evento foram destacados os prejuízos do desmonte da Previdência para a classe trabalhadora, além de outros ataques como o avanço da retirada dos direitos trabalhistas. Também foram destacadas questões como a falta de representatividade popular num congresso composto por 52% de milionários. O evento pautou também o dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, relembrando o aniversário do assassinato impune de Marielle Franco, com ações para denunciar o machismo genocida e o massacre diário sofrido pelas mulheres.

O manifesto de lançamento do Fórum foi assinado por centrais, federações e sindicatos: SINTUFEJUF, FASUBRA; CSP-CONLUTAS; INTERSINDICAL; ANDES, FENASPS, Sinteps, SINASEFE, ADCPII Sindicato Nacional dos Trabalhadores do IBGE; Sindicato dos Petroleiros do RJ , Sindicato dos Servidores Públicos Municipais do Agreste da Paraíba, MNPG (Movimento Nacional dos Pós-Graduandos), Sintepp; SindBancários, entre outros.

Leia o manifesto: https://bit.ly/2VdHs0p