Greve Geral mobiliza trabalhadoras, trabalhadores e estudantes em defesa da Previdência e da Educação Públicas

Na última sexta-feira, 14 de junho, trabalhadoras, trabalhadores e estudantes de todo país aderiram à greve geral contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da reforma da Previdência, do Governo Bolsonaro e contra aos cortes orçamentários do Ministério da Educação (MEC) que atingiram instituições federais de ensino. De acordo com as Centrais Sindicais que convocaram a greve, no total, cerca de 45 milhões de pessoas em mais de 300 municípios aderiram à paralisação.

Em Governador Valadares, as trabalhadoras e trabalhadores técnico-administrativos em Educação da UFJF também aderiram à greve geral e se juntaram ao movimento. A mobilização convocada pela Frente Brasil Popular, movimentos sociais e populares, TAEs, professores, estudantes, trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade, teve início às 8h, no Mercado Municipal e seguiu em direção ao prédio do INSS.

Já em Juiz de Fora, a manifestação organizada pela Frente em Defesa da Previdência Pública teve início às 9h no Parque Halfeld. Tanto as trabalhadoras e trabalhadores técnico-administrativos em educação da UFJF quanto do IF Sudeste MG (campus Juiz de Fora e reitoria) paralisaram as atividades na data. A manifestação seguiu a Avenida Rio Branco em direção ao Mergulhão, encerrando em frente ao Hemominas, na esquina da Barão de Cataguases.

Para a coordenadora geral do Sintufejuf, Maria Angela Costa, este foi mais um ato vitorioso para barrar a Reforma da Previdência. Ela lembrou as outras manifestações ocorridas este ano, em preparação para a greve geral. A primeira aconteceu em 22 de março, e depois nos dias 15 e 30 de maio. , “É muito importante mais essa manifestação com a greve geral, por conta de todas as atividades que a gente tem feito. Tudo para preparar e mobilizar a população, os trabalhadores, e todos que estão sendo atingidos por essa reforma da previdência do governo Bolsonaro.  A gente não pode deixar que passe essa reforma, e para isso, é preciso fazer esse movimento, com a unidade de todos setores, das centrais, trabalhadores, estudantes, aposentados, pois até mesmo quem já está aposentado, será prejudicado, caso essa reforma venha a ser implementada. Além disso, existe também a questão da previdência social. Esta reforma retira benefícios da população carente” destaca a coordenadora.

Durante o ato, o coordenador de Organização e Política Sindical do Sintufejuf Igor Coelho, reforçou a importância da mobilização para derrotar todas as propostas de destruição dos serviços públicos. “Não podemos confiar neste governo. O povo trabalhador, os estudantes, a juventude, todos nós estamos nas ruas para derrotar esses projetos nefastos e toda a proposta de destruição que vem contra a classe trabalhadora” afirma.

Ontem, a Frente em Defesa da Previdência Pública se reuniu no Sinserpu às 18h para avaliar a Greve Geral do dia 14. De acordo com a coordenadora de Educação e Formação Sindical Natália Paganini, que participou da reunião, a avaliação da Frente foi positiva. Para ela, o ato teve um número suficiente de pessoas, sendo bastante politizado. Na convocação para a Greve Geral, foram realizadas a panfletagem na feira de domingo, na Praça Estação e nos pontos de ônibus. “Teve uma recepção muito boa da população. As pessoas queriam fazer a discussão da Reforma. No sábado anterior fizemos um café da manhã do 8M que ficou lotado, muitas mulheres parando, querendo entender a Proposta”, conta Natália. Segundo ela, a Frente já está organizado novas ações, como a montagem de um banquinha na Praça da Estação, com abaixo assinado, nos dias do “UFJF na praça” (que acontece de 24 a 28 de junho), além de uma atividade ainda a ser definida, que acontecerá no calçadão da Halfeld, no dia 25 de junho, data em que está prevista a votação da PEC na comissão especial.

SINTUFEJUF

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