FASUBRA PARTICIPA DE REUNIÃO COM O MGI

22/12/2023

A reunião com o Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos aconteceu na tarde da última segunda-feira (18) em clima de expectativa. Afinal, esta foi a sexta reunião da Mesa Nacional de Negociação Permanente, a Mesa Central para tratar de assuntos econômicos/financeiros.

Vários manifestantes estiveram reunidos na entrada do DNIT, local onde ocorreu a reunião. Na imagem abaixo é possível conferir a proposta apresentada à mesa de negociação com o Governo.

Ao término da Mesa com o governo, a Coordenadora Geral da FASUBRA, Cristina Del Papa, fez um comunicado geral: “Tivemos uma notícia ruim. O que foi apresentado não é o ideal, nem o que gostaríamos. Agora é hora de mobilizar. A FASUBRA chamou a categoria para fazer rodas de Assembleias para aprovar o indicativo de estado de greve e nossa greve para 2024. Nada vai sair de graça, só com mobilização. Temos que disputar o orçamento do governo com as elites do Brasil. Só conseguimos isso fazendo greve, paralisando a categoria, as universidades e os institutos federais. É preciso mostrar nossa mobilização”.

De acordo com a coordenadora geral do SINTUFEJUF, Maria Ângela Ferreira Costa, “foi um balde de água fria. Para nós, foi indecorosa. Já vínhamos falando que as mesas de negociação tinham virado mesas de enrolação e nessa última jogaram uma pá de cal. Fizeram propostas que não contemplam a categoria, pelo contrário, poucos TAEs serão beneficiados com a proposta feita. A maioria não recebe auxílio creche, os aposentados não têm plano de saúde, o auxílio alimentação oferecido para todos, não contempla os aposentados. Isso fere todo nosso movimento de luta. Nunca aceitamos propostas que deixam aposentados de fora”.

Ainda segundo Maria Ângela, essa proposta foi feita pra rachar a categoria. ”É desrespeitar o que temos de mais sério e importante: toda nossa luta é para ativos e aposentados, quem construiu tudo até hoje. É que nem a questão da ancestralidade. É uma proposta indecorosa, que busca causar conflito entre nós no movimento. A situação está tão difícil, mas tão difícil, que pensam em aceitar, mas é uma armadilha. O salário mesmo é zero. É a pior coisa que poderia ter sido feita. Não esperávamos nada diferente. Essa proposta afeta, inclusive, nossa Carreira. O governo precisa colocar dinheiro pra carreira, mas já disseram que não tem. Temos que responder a altura!”. 

O estado de greve ainda será debatido e votado em breve em assembleia geral do SINTUFEJUF.

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