Em “Abertura de semestre” UFJF e IF Sudeste debatem programa “Future-se”

No dia 08 de agosto, o SINTUFEJUF, Associação dos Professores do Ensino Superior (APES), e Diretório Central de Estudantes (DCE) receberam a comunidade acadêmica da UFJF em Juiz de Fora e Governador Valadares, durante o evento “Abertura de semestre”. Com o tema “Teremos futuro?” as entidades dialogaram a respeito do destino das instituições federais de ensino. O evento também aconteceu no IF Sudeste MG, em parceria com o Grêmio Estudantil Técnico Secundarista (GETS) e com o Sindicato dos Servidores Federais da Educação (SINASEFE), às 13h, no anfiteatro do Bloco A (campus Juiz de Fora).

Debate também aconteceu em Governador Valadares

Durante a atividade, o coordenador geral do SINTUFEJUF, Flávio Sereno relacionou o programa aos recentes cortes orçamentários efetivados pelo MEC na educação pública, e relembrou como ocorreu a entrada da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH) nos hospitais universitários, reduzindo recursos para impor uma ‘solução’ privatista. Para ele é preciso aprofundar o debate sobre o tema, abrindo mais espaços de discussão. ‘‘Não dá para debater com a faca no pescoço, e é isso que estão colocando para nós’’ afirma. Flávio questiona a falta de diálogo do Governo com as entidades representativas, como Fasubra, Andes, Conif e ANDIFES. Ele critica também a abertura da consulta pública durante o recesso acadêmico, e ainda num modelo que exclui a participação dos técnico-administrativos.

Para Marina Barbosa, presidente da APES, atacar os institutos federais e universidades é fundamental no projeto do atual governo. ‘‘Ele quer instituir outro modelo. Alterar estruturalmente a perspectiva de construção do conhecimento. Trata-se da perspectiva da anti-ciência’’, opina. 

Segundo o tesoureiro do GETS, Caléo Alecsander Silva Miranda  esta é uma tentativa de privatização do sistema de ensino, por isso, segundo ele é de extrema importância o debate em relação ao projeto de educação que está sendo colocado para o país. ‘‘O governo está retirando do Estado a responsabilidade pela educação e passando para a iniciativa privada’’. Caléo destaca que a principal arma dos estudantes é a capacidade de mobilização.