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Dia nacional de paralisação dos TAEs tem ato no Calçadão e reforça expectativa de greve

19/01/2026

Nesta segunda-feira, 19, trabalhadoras e trabalhadores técnico-administrativos em educação de todo o país realizaram um dia nacional de paralisação, convocado pela FASUBRA Sindical, em um momento decisivo das negociações com o governo federal. Em Juiz de Fora, a mobilização teve ato público e panfletagem às 15h, no Calçadão da Rua Halfeld, em frente ao Banco do Brasil.

Mesmo com a chuva, a atividade foi mantida e reuniu servidoras e servidores da UFJF e do IF Sudeste MG, além de aposentados, pensionistas e estudantes, que dialogaram com a população sobre o descumprimento do acordo de greve de 2024, os riscos da Reforma Administrativa e os impactos do PL 6170, que ameaça direitos da categoria, especialmente o Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC).

A paralisação ocorreu de forma simultânea à reunião entre a FASUBRA e o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), em Brasília, reforçando a pressão nacional pelo cumprimento integral do acordo firmado após a greve histórica de 2024.

Categoria mobilizada em todo o país

De acordo com Rogério Silva, coordenador de aposentados do SINTUFEJUF, a mobilização desta segunda-feira foi uma deliberação direta da assembleia da categoria. “A categoria está movimentada hoje em todo o Brasil. Essa paralisação foi aprovada em assembleia para acontecer no mesmo momento em que a nossa federação está reunida com o governo federal, em Brasília, cobrando o cumprimento total do acordo de greve. Também é uma mobilização contra a Reforma Administrativa, que o Congresso pode tentar colocar em pauta, e a categoria está mobilizada para que isso não aconteça”, afirmou.

Rogério destacou ainda que aposentadas(os) e pensionistas seguem integrados ao processo de luta, especialmente diante de pautas como o reposicionamento, o auxílio-nutrição e outras pendências do acordo de 2024.

Defesa da universidade pública e dos direitos da categoria

Para a coordenadora geral do SINTUFEJUF, Rosângela Márcia Frizzero, a paralisação reafirma o compromisso da categoria com a defesa da universidade pública e dos serviços prestados à sociedade. “A gente está paralisado por uma universidade pública, gratuita e de qualidade, para que o governo cumpra o acordo de greve, para barrar a Reforma Administrativa e o PL 6170, que vai prejudicar diretamente a nossa categoria”, destacou.

Rosângela também lembrou que a base do SINTUFEJUF já deliberou sobre os próximos passos da mobilização. “Nós aprovamos em assembleia o indicativo de greve, com defesa de início no dia 2 de fevereiro, mas também existe a possibilidade do dia 23 de fevereiro. Essa decisão agora será levada para a plenária da FASUBRA, que está consultando as bases de todo o país para avaliar a melhor data, caso o governo não atenda as reivindicações”, explicou.

Apoio estudantil fortalece a mobilização

A atividade no Calçadão também contou com o apoio do movimento estudantil. O estudante de História da UFJF e integrante do Movimento Correnteza, Reyel Coutinho, ressaltou a importância dos técnico-administrativos para o funcionamento da universidade. “Hoje estamos aqui apoiando a luta dos técnicos administrativos da UFJF. Essa é uma categoria essencial para a universidade funcionar, mas que tem sido constantemente atacada. O acordo de greve não está sendo cumprido pelo governo, e a categoria está dando um exemplo, se mobilizando e lutando”, afirmou.

Reyel destacou que os ataques ao serviço público atingem diretamente estudantes e a população. “Essa é uma luta conjunta contra os cortes na educação, que comprometem tanto os técnicos quanto os estudantes. Sem esse trabalho tão importante, não existe universidade. Também estamos denunciando a Reforma Administrativa, que ameaça privatizar nossas universidades e acabar com o serviço público de qualidade”, completou.

Mobilização continua

O dia nacional de paralisação reforça que a categoria segue atenta e organizada. Com a expectativa de greve em fevereiro, a decisão final será construída de forma coletiva, a partir da plenária nacional da FASUBRA, que avalia o cenário das negociações e a posição das bases em todo o país.

Para o SINTUFEJUF, a mobilização desta segunda-feira demonstra que, mesmo sob chuva, a defesa dos direitos, do serviço público e da universidade segue firme nas ruas.