Dia Internacional da mulher

Celebrado em 8 de março, O Dia Internacional da Mulher é uma importante data para reforçar a luta feminista contra a cultura machista e a opressão e para que nós mulheres, cis ou trans, possamos viver nossas vidas plenas de direitos, fazer nossas escolhas sem o risco de sermos mortas, julgadas, assediadas ou tratadas de maneira desigual. Numa sociedade ainda machista, a opressão sofrida por nós mulheres e a disparidade de direitos tem consequências graves

Diante de um governo negacionista, a pandemia expôs a necessidade de políticas públicas voltadas para as mulheres. Principal força de trabalho da saúde, Segundo dados da ONU Mulheres, elas representam 70% dos trabalhadores do setor de saúde em todo o mundo. No Brasil, os dados indicam 65% tanto no setor público quanto privado. Na enfermagem, dos 2 milhões de profissionais brasileiros, 85% são mulheres. Com a necessidade de isolamento, aquelas que puderam ficar em casa, tiveram o trabalho doméstico multiplicado, além disso, muitas passaram a estar mais tempo em convívio com seu agressor. Deste modo, em 2020, o Brasil registrou 105.821 denúncias de violência contra a mulher. Em um cruzamento de opressões, esta realidade atinge principalmente as mulheres pretas, periféricas, marginalizadas, indígenas, camponesas, ribeirinhas, com deficiência, idosas, lésbicas, bissexuais, transexuais e transgêneros.

Vale destacar que ainda são poucas as mulheres protagonistas no processo político. Este ano, conseguimos eleger 4 vereadoras mulheres e a primeira prefeita mulher de Juiz de Fora. Infelizmente ainda não conseguimos eleger nenhuma mulher negra, mas elegemos a primeira suplente mulher negra e trans. É um percentual muito baixo diante de uma Câmara Municipal majoritariamente masculina. Assim, é preciso reverter este cenário, e lutar contra o machismo, a opressão e a misoginia.

Para sermos vitoriosas, temos muito o que lutar!

Basta de violência!

Mulheres na luta pela vida!

Vacinação pelo SUS para todas e todos já!

SINTUFEJUF

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