Coordenadora do Sintufejuf, Maria Angela Costa, participa de Roda de Conversa em Semana da Consciência Negra do C.A. João XXIII

 A coordenadora geral do Sintufejuf, Maria Angela Costa junto com a professora, mestre e doutora em educação pela USP, Carolina Bezerra participaram na noite de ontem, 21 de novembro, de uma Roda de Conversa no Colégio de Aplicação João XXIII. A atividade compõe o evento “UBUNTU: ação e Consciência Negra, em celebração ao mês da Consciência Negra”.

Em sua fala, Maria Angela contou aos alunos do programa de Educação de Jovens e Adultos (EJA) do C.A. João XXIII sobre sua trajetória, enquanto aluna daquela instituição, enquanto funcionária pública do Hospital Universitário da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), e graduada do curso de Filosofia, também da UFJF. Ela contou as dificuldades enfrentadas para conciliar trabalho e estudo, e ainda ter que combater o preconceito por ser mulher e negra. Maria Angela elogiou o sistema de cotas, pelo qual ingressou na Universidade. “Nada que a gente consegue vem com facilidade, e quando a gente consegue, ainda precisa lutar para manter e conciliar” afirma.

A coordenadora criticou o projeto “Escola sem Partido”, que segundo ela, é um ataque às escolas e à educação libertária e crítica. “A gente tem que ter liberdade para estudar e debater, ter uma formação crítica. O João XXIII sempre teve este viés”, opina. Para ela o combate ao racismo e a homofobia se faz com a luta para desmistificar o que as pessoas acham que é normal, que é apenas uma brincadeira.

Segundo Carolina Bezerra, é preciso enxergar os próprios preconceitos para não os reproduzir. A professora também contou sua trajetória de vida. Ela afirma, que graças aos programas de assistência social que conseguiu cursar uma universidade. Benefícios como moradia estudantil, bolsa trabalho (dava aulas de informática) e auxílio alimentação, foram fundamentais para que Carolina conseguisse estudar. “O Estado Brasileiro investiu em mim, por isso, o mínimo que eu tenho que fazer é retribuir isso para a sociedade”, explica.

 

Após a roda de conversa, aconteceu uma apresentação cultural do grupo “Batuque Delas”, e na sequência, um lanche temático com ingredientes da cultura afro.

O evento tem como objetivo aprofundar os conhecimentos sobre cultura negra, conforme prevê a Lei 10.639/03, que inclui no currículo das escolas, a obrigatoriedade do ensino da história e cultura Afro-brasileira, além de dar continuidade às atividades realizadas pelos alunos do João XXIII, de valorização da herança cultural dos povos africanos trazidos para o Brasil.

 

 

 

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