Comissão de Condições de Trabalho e Gestão de Pessoas decide nesta quarta, metodologia de trabalho. SINTUFEJUF e APES apresentaram ajustes na proposta elaborada pela PROGEPE

Na última quinta-feira, 18 de junho, foi instalada a “Comissão de Condições de Trabalho  e Gestão de Pessoas” criada no Conselho Superior, conforme demanda do SINTUFEJUF, com o  objetivo de diagnosticar e propor soluções (curto e médio prazo), para questões relativas às condições de trabalho em home office, visando o planejamento de ações acadêmicas e administrativas no contexto da pandemia (Covid-19). Na ocasião, foi incorporada uma assessoria  técnica da Pró-reitoria de Gestão de Pessoas, Progepe, e definido o cronograma de reuniões semanais, que acontecerão às quartas-feiras.

Entre as propostas de sistematização dos trabalhos da equipe está a realização de um novo diagnóstico com os trabalhadores da UFJF por meio de instrumento de pesquisa estruturado pelos membros da comissão, uma vez que o questionário aplicado pela UFJF não contemplava algumas demandas relativas às condições de trabalho, como aspectos importantes relacionados a espaço físico, alteração de rotinas domésticas, de responsabilidades familiares, ergonomia, estrutura, entre outros. Para isto, a Progepe apresentou a proposta de criação de três grupos de trabalho divididos nas dimensões “Saúde, Qualidade de Vida e Bem-Estar”, “Capacitação, Relacionamentos, Motivação e Apoio Operacional” e “Organização, Normas e Procedimentos”.

Entretanto, de acordo com o coordenador geral do SINTUFEJUF e membro da comissão, Flávio Sereno, compreendendo a necessidade de incluir no diagnóstico questões relacionadas às condições, estrutura física e acesso digital dos servidores para o desenvolvimento de home office,  os representantes do SINTUFEJUF e da APES defendem a criação de uma quarta dimensão. “Entendemos que avaliar a estrutura física e digital do espaço de trabalho que cada um organizou em casa é imprescindível para cumprir o objetivo da comissão. Não há como diagnosticar condições de trabalho no home office sem um olhar destacado para este aspecto. Por isso propusemos que este tema seja um dos eixos do trabalho desta comissão”, explica Flávio. A proposta será apresentada pelas duas entidades na próxima reunião, nesta quarta-feira, 24, que também discutirá entre outras pautas a metodologia e o instrumento de diagnóstico a ser utilizado. Caso seja acatada pela comissão, se constituirá uma quarta dimensão e, por consequência, um quarto grupo de trabalho.

Hoje, seria discutido no Conselho Superior a resolução relativa aos procedimentos que deverão ser adotados para instrumentalizar e registrar a execução do trabalho remoto. Entretanto, como debate das comissões ainda está em andamento para o planejamento de ações da UFJF no contexto da pandemia, o SINTUFEJUF, APES e DCE pediram a suspensão da reunião até que os trabalhos das comissões sejam finalizados. De acordo com o diretor da Apes, Augusto Cerqueira, seria mais apropriado que a construção da normatização do trabalho remoto na instituição fosse realizada após a análise de diagnósticos sobre as condições de saúde e trabalho dos servidores. “Este é justamente um dos papéis da referida comissão. Portanto, seria natural que a minuta de resolução pudesse ser apreciada pelo CONSU após a realização do trabalho das comissões, permitindo sua elaboração conjunta e ampla discussão na comunidade acadêmica”, afirma.

SINTUFEJUF

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