Cerca de 700 pessoas participam de almoço comemorativo ao Dia do Servidor

Um dia de luta, alegria e resistência! O II Almoço das Trabalhadoras e Trabalhadores foi um sucesso! Cerca de 700 pessoas marcaram presença no evento comemorativo ao Dia do Servidor Público que ocorreu no último domingo, 27, na sede Campestre do SINTUFEJUF. 

Este ano, o cardápio contou com carne de churrasco, salpicão vegetariano, arroz, farofa, vinagrete e salada, e de sobremesa, para refrescar, foi distribuído picolé. Durante todo evento, foi oferecido também pipoca e algodão doce.

A tarde foi animada pelo grupo “Samba de colher”, formado pelas musicistas Alessandra Crispin, Be Discacciati, Isabella Queiroz, Mariana Assis e Tamires Rampinelli. Para a diversão das crianças, além dos brinquedos da sede campestre, foram montados pula-pula, piscina de bolinhas e corrida maluca. As piscinas ficaram abertas para o público infantil. E também não faltou o tradicional sorteio de brindes e distribuição de bottons.

Participando pela segunda vez do evento, o técnico-administrativo do IF Sudeste Sandro Teófilo parabenizou a escolha do grupo “Samba de Colher”. “Uma valorização de uma artista local, com projeto de samba só de mulheres, proposta ousada e inovadora. O sindicato cumpre com seu papel político quando coloca uma programação diversa como essa dentro das suas atividades” avalia. Sandro aprova a proposta do evento enquanto uma maneira de aproximar as pessoas do sindicato. “A gente não deixa de observar que existe a preocupação com a continuidade dos trabalhos, de buscar as pessoas para participar de forma mais efetiva, do dia a dia, da dinâmica que acontece normalmente na instituição, que não é simples, necessita das pessoas. A iniciativa é muito boa, e espero que continue. Este foi um ano muito difícil, e o ano que vem também tende a ser, por conta das mudanças efetuadas pelo governo”, opina.

De acordo com a coordenadora de Educação e Formação Sindical, Natalia Paganini, o almoço tem por objetivo não apenas comemorar o Dia das Servidoras e Servidores Públicos, mas também relembrar toda a trajetória de luta e os desafios da categoria. “Proporcionar momentos de encontro da categoria é fundamental para nos mantermos coesos, firmes e, sobretudo, com energia para a luta. É um momento de celebração sim, pois sermos trabalhadoras e trabalhadores da universidade pública é acreditar na educação superior gratuita, universal e de qualidade como instrumento de transformação de vidas rumo a uma sociedade mais igualitária. Mas também é um momento de denúncia, de alerta, de mobilização permanente, pois em poucos momentos de nossa história nós e todo o serviço público foram tão ameaçados” destaca. Entre estas ameaças, Natália aponta a emenda constitucional 95 e a Reforma Trabalhista, ainda no governo Temer, até as mais recentes e aceleradas derrotas, no governo Bolsonaro. “Corte brutal de recursos para as universidades, nomeação de um ministro inimigo da educação, uma MP que quase comprometeu as estruturas sindicais, perseguição à liberdade de cátedra e às liberdades de manifestação nas instituições de educação, a Contrarreforma da Previdência que praticamente acabou com nosso direito à aposentadoria, enrijecimento de regras para realização de concursos públicos, programa Future-se e, agora, 3 PEC’s que assassinam a estrutura do serviço público como o conhecemos e a proposta de Reforma Administrativa, isso só para citar alguns pontos”, ressalta.

A coordenadora afirma que o retorno da categoria foi positivo. ‘‘Contamos com mais de o dobro de participação em relação ao ano passado, o que reflete mais organicidade e aproximação da categoria com o sindicato, que é lugar de todas e todos os TAES!’’ conta, Natália.

Frequentadora assídua dos eventos do SINTUFEJUF, desde sua fundação, Vicentina Margarida da Costa Rocha, percebeu este aumento na participação da categoria. “É uma área de lazer para reviver o passado. A tarde de hoje foi muito valiosa, muito boa, aumentou muito o fluxo de pessoas. Nunca vi o sindicato tão cheio igual hoje”, afirma.

Também aposentada, Márcia Aparecida de Paula acredita que o evento seja importante não apenas pela recreação e o almoço, mas para marcar a presença e o apoio nas lutas do sindicato, que segundo ela, não está sozinho. “A gente não pode se entregar nem desistir. No meio dessa festa, o fundamental e pano de fundo, é a resistência. Nós temos que lutar e resistir e garantir a nossa universidade. Independente de eu não estar mais na ativa, nos trabalhos da universidade, eu tenho que dar o exemplo e incentivar os colegas que lá estão a lutar sempre para não desistir e não permitir que nenhuma força contrária venha roubar da universidade o espírito dela”, aponta.

Para os aposentados, João Ferreira Sobrinho e Sebastião Narciso dos Santos, o almoço é fundamental para rever os amigos da antiga, além de ser uma oportunidade para debater com demais membros da categoria. “É importante para reunir os colegas de trabalho e formar grandes ideias”, avalia Sebastião.

Para o técnico-administrativo da Faculdade de engenharia, Felipe Cunha o evento deveria ser realizado mais vezes no ano, para integrar os servidores. “A universidade é um instituto multidisciplinar, e às vezes a gente não conhece os amigos que trabalham próximo, em faculdades próximas, ou na própria faculdade, não conhece todo mundo”. Segundo Felipe, esta foi a terceira vez que participou do almoço. “De todas que participei, esta foi a melhor” afirma.

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