Bloqueio orçamentário imposto pelo MEC no IF Sudeste MG atinge terceirizados, assistência estudantil e ensino, pesquisa e extensão

Foto: Apes

O SINTUFEJUF e a APES se reuniram com o diretor geral do campus Juiz de Fora do Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais – IF Sudeste MG, Sebastião Sérgio de Oliveira, para discutir os impactos do bloqueio orçamentário imposto pelo Ministério da Educação – MEC no instituto. Conforme planilha apresentada na reunião, o bloqueio realizado desde o dia 08 de maio ultrapassa 35%, sendo necessárias ações para tentar reduzir os impactos. Desta forma, serão impactadas a expansão, reestruturação e funcionamento dos institutos, capacitação e assistência estudantil.

Para o representante dos técnico-administrativos do IF Sudeste, Thiago Melo, os cortes em diárias, capacitação, materiais de consumo, entre outros, podem impactar diretamente a qualidade dos serviços prestados pela instituição. Diante disso, é fundamental a transparência da administração, para que toda a comunidade do IF Sudeste tenha consciência da situação e, assim, possa fortalecer ainda mais a luta. “De imediato importante trazer os posicionamentos da instituição, quais as medidas eles estão tomando frente a isso, e mostrar para a comunidade de que forma ela está sendo afetada com os cortes”, afirma Thiago.

Segundo o coordenador de comunicação do SINTUFEJUF, Márcio Sá Fortes, durante a reunião, o diretor geral do Campus Sebastião Sérgio de Oliveira expôs a necessidade de realizar cortes em cerca de 20% de postos de terceirizados, devido ao grande volume de bloqueio orçamentário. Em relação à assistência estudantil, o diretor informou que não serão abertos novos editais para o próximo semestre letivo. Além disto, as bolsas de ensino, pesquisa e extensão, terão uma redução de 30% nos valores.

O coordenador demonstra preocupação com as demissões. “É trabalhador perdendo emprego, as taxas de desemprego já são bastante altas, e a recolocação dessas trabalhadoras e trabalhadores tendem a ser extremamente complicadas. É o elo mais frágil de todo o processo”, afirma. Para ele, embora o IF Sudeste tenha se visto obrigado a tomar estas decisões, são questões administrativas que não anulam a dimensão política. Desta forma, Márcio sugere a união com a administração não apenas do campus Juiz de Fora, como também dos demais campi do IF Sudeste MG, para demonstrar o valor e a importância do instituto na formação das pessoas, realizando atividades semelhantes ao UFJF na praça, e combater a contra informação que circula de que nas universidades e institutos existe balbúrdia. “Este governo tem se empenhado em desqualificar a política, e a educação. Vamos mostrar que aqui se faz ciência”, propõe Márcio.

Confira AQUI planilha apresentada na reunião.