Diante de uma enxurrada de ataques do governo federal, milhares de manifestantes de todo o Brasil lotaram as ruas em protesto na última quarta-feira, 15 de maio.
Em Juiz de Fora, trabalhadoras e trabalhadores técnico-administrativos, docentes e estudantes da Universidade Federal de Juiz de Fora e do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais aderiram à greve geral da Educação. Ao longo do dia ocorreram mobilizações na UFJF e no IF Sudeste MG, que seguiram em marcha e se uniram ao ato unificado convocado pela Frente em Defesa da Previdência Pública, da qual fazem parte o SINTUFEJUF, APES, DCE, entre outras entidades e movimentos. O ato unificado teve início às 16h em frente à Câmara Municipal, e contou com uma aula pública intitulada “O desmonte da Previdência e os Cortes na Educação”, com o Coordenador Geral do SINTUFEJUF Flávio Sereno e as professoras da UFJF, Laura Tavares e Lorene Figueiredo. Por volta das 18h, o Parque Halfeld já estava tomado por manifestantes, que seguiram em passeata pela Avenida Rio Branco, Rua Floriano Peixoto, Avenida Getúlio Vargas e Rua Halfeld até a Praça da Estação, encerrando o ato às 20h30.
Em Governador Valadares, a concentração teve início às 8h na Praça do Imigrante, em frente ao Shopping, e contou com a união de TAES, docentes e discentes da UFJF GV e IFMG, além de escolas estaduais, sindicatos, vereadores, cursinhos pré-vestibulares. Após cerca de 1h30 de ato, com o recolhimento de assinaturas contra a Reforma da Previdência, os manifestantes seguiram em passeata, passando em frente a sede administrativa do Sintufejuf, até a Praça dos Pioneiros, ao lado da Prefeitura, onde aconteceu um “aulão” sobre a Reforma da Previdência.
De acordo com a Coordenadora Geral do SINTUFEJUF, Maria Angela Costa, a estimativa é de que o movimento tenha reunido entre 50 e 80 mil pessoas. Para ela, esta é uma resposta às atitudes do Governo Bolsonaro “Ele vai para fora do Brasil falar mal do povo brasileiro, chamar os estudantes, professores e TAEs de idiotas úteis e imbecis. O que ele está fazendo com a educação é o desmonte de tudo que nós construímos até hoje. A educação pública tem de ser respeitada, os serviços públicos têm de ser respeitados. Não vamos aceitar nenhuma retirada de direitos e nem mais nenhum desrespeito,” afirma.
Segundo Maria Ângela, o ato de ontem foi uma preparação também para grande Greve Geral das trabalhadoras e trabalhadores, convocada pelas centrais sindicais para o dia 14 de junho. “As pessoas se juntaram e somente juntas conseguem fazer o enfrentamento a todos esses ataques que estão sendo colocados. A reforma da previdência e os cortes na educação geram ainda mais desemprego,” destaca.
A pauta da greve geral do dia 14 é a defesa do direito de aposentadoria e o repúdio à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 6/19, da Reforma da Previdência.
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