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SINTUFEJUF CELEBRA VITÓRIA POPULAR E REAFIRMA COMPROMISSO COM A SOBERANIA E OS DIREITOS DA CLASSE TRABALHADORA

26/10/2026

Da decisão em assembleia à mobilização nas ruas e nas redes, categoria participou da construção de uma vitória que representa a defesa da democracia, da educação pública e de um Brasil soberano

A democracia venceu. A soberania nacional venceu. A força do povo brasileiro venceu! O resultado das eleições presidenciais deste domingo, 25 de outubro, representa, para o SINTUFEJUF, muito mais do que uma vitória eleitoral de Luiz Inácio Lula da Silva. Representa a reafirmação de um projeto de país comprometido com os direitos sociais, a valorização da classe trabalhadora, a educação pública e a liberdade democrática. Uma vitória construída também nas ruas, nas universidades, nos bairros, nas redes sociais e em cada conversa de quem compreendeu a dimensão histórica do momento vivido pelo Brasil.

Foram semanas de mobilização intensa da categoria e do povo, marcadas pela preocupação com o futuro da nação, mas também pela esperança e disposição de milhares de brasileiros e brasileiras que se recusaram a assistir passivamente à possibilidade de novos retrocessos. A vitória nas urnas é também a vitória dessa participação popular, da capacidade de organização da sociedade e da convicção de que a democracia precisa ser defendida todos os dias.

O SINTUFEJUF fez parte dessa história. Ao lado da FASUBRA-Sindical, dos movimentos sociais, das entidades estudantis e de outras organizações da classe trabalhadora, o Sindicato, através de deliberação da categoria, assumiu publicamente sua posição em defesa da democracia, da soberania brasileira e da preservação dos serviços públicos, compreendendo que o segundo turno não representava apenas uma disputa entre candidaturas, mas um confronto entre projetos profundamente diferentes para o futuro do Brasil.

Para a entidade, derrotar politicamente o bolsonarismo significava impedir o avanço de uma agenda associada ao autoritarismo, à precarização das relações de trabalho, ao enfraquecimento das instituições públicas e às ameaças aos direitos historicamente conquistados pela população brasileira.

Uma decisão coletiva em defesa do Brasil

A defesa da candidatura petista foi construída democraticamente pela própria categoria. Em Assembleia Geral realizada no dia 13 de outubro, os Técnico-Administrativos em Educação (TAEs) da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e do IF Sudeste MG debateram a conjuntura nacional, os riscos de retrocessos e a necessidade de participação ativa dos trabalhadores no processo eleitoral.

Na ocasião, a categoria aprovou uma paralisação de 24 horas, realizada em 16 de outubro com participação no ato convocado na Praça Clodesmidt Riani, em defesa da democracia, da soberania nacional, dos serviços públicos e dos direitos sociais. A decisão reafirmou o compromisso histórico do movimento sindical com a defesa das instituições democráticas e com a construção de uma sociedade mais justa.

A mobilização também ganhou as ruas de Juiz de Fora. O SINTUFEJUF participou dos ato “JF com Lula”, promovido pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UFJF, que reuniram integrantes da comunidade acadêmica e moradores da cidade. As manifestações saíram da universidade em direção à Praça da Estação, levando às ruas a defesa da democracia e da educação pública.

O Sindicato também esteve envolvido em ações de mobilização popular, incluindo atividades de diálogo nos bairros para estimular a participação de eleitores que não haviam comparecido às urnas no primeiro turno. Esse trabalho cotidiano mostrou que a mobilização popular não se resume aos grandes atos. Ela também acontece nas conversas entre vizinhos, no diálogo com familiares, nos locais de trabalho e na disposição de cada cidadão de contribuir para a construção de um futuro diferente.

A força da comunicação e da mobilização nas redes

Além da presença nas ruas, o SINTUFEJUF integrou a estratégia nacional de comunicação orientada pela FASUBRA-Sindical, reconhecendo a importância das redes sociais como espaços de informação, organização e enfrentamento à desinformação.

O Sindicato também participou da mobilização articulada pelo canal de André Janones no WhatsApp, que reuniu apoiadores e participantes da campanha em torno de ações de comunicação digital. A iniciativa integrou os esforços para ampliar o alcance das mensagens e fortalecer a presença dos defensores da democracia no ambiente virtual.

A articulação entre as entidades, o compartilhamento de materiais e a participação nas mobilizações digitais demonstraram a importância da comunicação sindical como instrumento de organização coletiva. Em uma eleição marcada por intensas disputas de narrativas, a informação também se tornou parte fundamental da defesa da democracia.

Derrotar o bolsonarismo para preservar os serviços públicos

Para os trabalhadores e trabalhadoras da educação, o resultado eleitoral tem um significado particularmente importante. A defesa da democracia está diretamente relacionada à preservação das universidades públicas, dos institutos federais, da autonomia universitária, da produção científica e das políticas sociais que atendem milhões de brasileiros.

O período de congelamento salarial, as restrições orçamentárias e as dificuldades de negociação enfrentadas pelos servidores públicos federais deixaram marcas profundas na categoria. A experiência demonstrou os riscos de projetos políticos que tratam o Estado como um obstáculo, em vez de reconhecê-lo como instrumento fundamental para garantir direitos e reduzir desigualdades.

Desde 2023, a retomada das mesas de negociação entre o Governo Federal e as entidades sindicais abriu caminhos para avanços importantes. Entre eles estão os reajustes salariais, a reestruturação do Plano de Carreira dos Cargos Técnico-Administrativos em Educação (PCCTAE), a ampliação dos benefícios, a redução do interstício para progressão por mérito e a criação do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC).

Essas conquistas, entretanto, não foram concessões espontâneas de qualquer governo. São resultados da organização sindical, das greves de 2024 e 2026, da pressão permanente dos trabalhadores e da existência de espaços de negociação.

Por isso, a vitória eleitoral não significa o encerramento das reivindicações. Ao contrário, representa a possibilidade de continuar avançando na valorização dos servidores, no cumprimento integral dos acordos de greve, na recomposição das perdas salariais, na realização de concursos públicos e no fortalecimento da educação federal.

A defesa dos aposentados, aposentadas e pensionistas também permanece como prioridade. Quem dedicou décadas à construção das universidades e institutos federais tem papel fundamental na preservação das conquistas históricas e na luta por novos direitos.

A soberania de um país não está à venda

A eleição presidencial também colocou em evidência uma questão fundamental: que Brasil queremos construir?

Para o SINTUFEJUF, a soberania nacional não é apenas um conceito político. Ela está presente na capacidade de o país decidir seus próprios caminhos, proteger suas riquezas naturais, desenvolver ciência e tecnologia, fortalecer a indústria nacional e garantir que os recursos brasileiros sejam utilizados para melhorar a vida da população.

A defesa da soberania significa rejeitar projetos que aprofundem a dependência econômica e política do Brasil em relação a interesses estrangeiros ou que subordinem o patrimônio nacional às necessidades de grandes grupos econômicos.

O país conhece, ao longo de sua história, as consequências da exploração de suas riquezas em benefício de poucos. Superar essa herança exige políticas públicas que enfrentem as desigualdades, valorizem o trabalho, combatam a fome e assegurem acesso universal à educação, à saúde e à proteção social.

Nesse sentido, defender a universidade pública também é defender a soberania. São essas instituições que formam profissionais, desenvolvem pesquisas, produzem conhecimento e contribuem para a construção de soluções brasileiras para os desafios nacionais.

Uma nação verdadeiramente soberana precisa investir em seu povo. Precisa de escolas, universidades, hospitais, ciência, cultura, empregos dignos e servidores públicos valorizados.

A vitória é do povo. A luta continua!

A vitória de Lula nas eleições presidenciais de 2026 será lembrada pelo SINTUFEJUF como um momento de reafirmação da força da organização popular. Cada manifestação, cada atividade sindical, cada conversa, cada publicação compartilhada e cada pessoa que decidiu exercer seu direito ao voto fizeram parte de uma mobilização que ultrapassou os limites da disputa eleitoral.

Foi a demonstração de que a esperança pode se transformar em ação coletiva. De que a política não pertence apenas aos partidos e aos candidatos, mas também aos trabalhadores, aos estudantes, aos aposentados, à juventude e a todos aqueles que se reconhecem como protagonistas da construção do país.

A democracia brasileira, conquistada depois de décadas de resistência à ditadura militar, continua exigindo vigilância, participação e compromisso. Nenhuma vitória eleitoral elimina definitivamente as ameaças autoritárias, assim como nenhuma conquista trabalhista está protegida sem organização e mobilização permanentes.

O resultado das urnas representa uma derrota política do bolsonarismo, mas o enfrentamento às ideias autoritárias, à desinformação e às propostas de desmonte dos serviços públicos permanece como tarefa da sociedade brasileira.

O SINTUFEJUF reafirma que continuará exercendo sua autonomia sindical, cobrando compromissos, defendendo a categoria e lutando por políticas públicas que coloquem os interesses da população acima dos privilégios econômicos.

A vitória de 25 de outubro pertence ao povo brasileiro, que encontrou na participação democrática a força para defender o futuro de sua própria nação.

Que essa vitória renove a esperança, fortaleça a organização da classe trabalhadora e reafirme a certeza de que o Brasil é maior do que qualquer projeto autoritário.

Porque a democracia não é apenas o direito de escolher quem governa. É o direito de participar, reivindicar, conquistar e construir coletivamente um país onde a dignidade não seja privilégio, mas realidade para todos.

Venceu a democracia. Venceu a soberania. Venceu a força popular. E a luta por um Brasil mais justo, livre e soberano continua!