A coordenadora do SINTUFEJUF e representante dos Técnico-Administrativos em Educação (TAEs) no Comitê Gestor de Justiça Restaurativa e Mediação da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Maria Cristina Andrade, participou de reuniões que trataram do processo de implementação das práticas de Justiça Restaurativa e Mediação na instituição.
Segundo Cristina, as ações fazem parte das diretrizes estabelecidas pela Resolução nº 241/2026 do Conselho Superior (Consu) da UFJF, que regulamentou a implementação dessas práticas na Universidade. Como parte desse processo, a Portaria nº 798, de 6 de agosto de 2026, instituiu o Comitê Gestor de Justiça Restaurativa e Mediação e definiu sua composição.
O SINTUFEJUF participa do Comitê Gestor com representação titular (Cristina) e suplente (a Coordenadora de Saúde, Janemar Melandre), garantindo a presença da representação sindical no acompanhamento e desenvolvimento das ações relacionadas à Justiça Restaurativa e à Mediação.
Entre as prioridades discutidas estão a atualização do Banco de Mediadores e a formação das pessoas que atuarão diretamente na política. O objetivo é estabelecer procedimentos e fluxos claros para que os mecanismos de mediação possam contribuir para a prevenção e o tratamento consensual de conflitos no ambiente universitário.
Cristina explica que uma das frentes de trabalho é a capacitação dos integrantes do Comitê Gestor e da Câmara de Mediação e Justiça Restaurativa, instituída pela Portaria nº 815, de 2 de setembro de 2026. A proposta é aprofundar conhecimentos teóricos e práticos necessários à atuação dos representantes.
Também está prevista a realização de uma reunião com gestores da UFJF para apresentar e esclarecer as regras estabelecidas pela Resolução nº 241/2026. Um dos pontos considerados importantes é deixar clara a diferença entre os procedimentos disciplinares da Universidade e as práticas consensuais de resolução de conflitos.
Segundo ela, outra ação será direcionada aos integrantes do Banco de Mediadores, com o objetivo de alinhar atribuições, procedimentos e fluxos de atuação.
Como parte desse processo, já foi realizado o 1º Encontro Formativo de Justiça Restaurativa e Mediação, reunindo integrantes do Comitê Gestor e da Câmara de Mediação e Justiça Restaurativa. A atividade proporcionou um espaço de formação, diálogo e reflexão sobre as possibilidades de aplicação dessas práticas no cotidiano da Universidade.
O encontro contou com a participação da professora Nathane Fernandes da Silva, professora adjunta e chefe do Departamento de Direito da UFJF no campus de Governador Valadares, que contribuiu com sua experiência e conhecimentos sobre o tema.
Para Cristina, a participação do SINTUFEJUF nesses espaços é importante para acompanhar a construção e a implementação das políticas institucionais que interferem diretamente nas relações e no ambiente de trabalho dentro da Universidade.
A estruturação da Justiça Restaurativa e da Mediação ainda envolve etapas de formação, definição de fluxos e articulação entre diferentes setores da UFJF. A expectativa é que o processo contribua para fortalecer uma cultura institucional baseada no diálogo, na prevenção e na busca de soluções consensuais para os conflitos, respeitando as atribuições e os procedimentos próprios de cada instância.