Coordenadores do SINTUFEJUF participaram do XIII Encontro Nacional de Aposentadas(os) e Pensionistas, organizado pela FASUBRA e realizado entre os dias 15 e 17 de setembro, na sede da Associação dos Docentes da Universidade de Brasília (ADUnB), em Brasília.
O evento teve o objetivo de debater, organizar, trocar experiências e mobilização, com discussão de temas fundamentais para a categoria, como reposicionamento, adesão ao PCCTAE, RSC e seus desdobramentos judiciais.
A comitiva do SINTUFEJUF foi composta pela coordenadora-geral, Rosângela Marcia Frizzero, pelos coordenadores dos aposentados, Nilza Lino da Silva e Rogério da Silva, assim como pela coordenadora de atividades culturais, Marlene de Souza Ribeiro.
A coordenadora-geral Rosângela Frizzero descreveu o XIII Encontro de Aposentadas(os) e Pensionistas “como um dos melhores” que já participou, elogiando muito todas as palestras do evento. “Eu tive a oportunidade de compartilhar um pouco da minha realidade, já que cuido da minha Tia Zeca, de 94 anos; além de receber orientações sobre os cuidados especiais com as pessoas idosas. Também gostaria de parabenizar as organizadoras do encontro: Elma Dutra e Tereza Fujii”. A apresentação do projeto CuidAtiva de apoio integral à saúde, do Rio Grande do Sul, assim como a homenagem “emocionante” do coordenador Mozart, falecido em 6 de fevereiro de 2026, também chamaram a atenção de Rosângela. O tributo resgatou a trajetória e a contribuição de Mozart para a luta coletiva, despertando lembranças e emoção entre os participantes do encontro. O momento ainda reforçou a importância de preservar a memória daqueles que fizeram parte da história das lutas da categoria.
O coordenador dos aposentados Rogério da Silva descreveu o encontro como “excelente, um evento muito bacana. Gostei muito! As coordenadoras da Fasubra selecionaram muito bem os temas das palestras, como saúde, violência, endividamento, tópicos que atravessam diariamente a categoria dos aposentados”. As explicações jurídicas sobre o Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC) também foram fundamentais, de acordo com Rogério. “Foi muito bom receber conselhos de como organizar a vida financeira, assim como receber detalhamento de como se posicionar em situações violentas”, finaliza Rogério.
A coordenadora de atividades culturais Marlene Ribeiro destacou os tópicos das palestras sobre os “cuidados com a alimentação, a discussão sobre o fim da fila do INSS, o aumento das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e equipes de agentes comunitários, e o número de pessoas 60+ que vivem sozinhas”. Marlene também reforçou as discussões sobre o “fortalecimento dos programas de saúde, violações – contra os idosos –, golpes de namoro na internet, endividamento e – cautela ao solicitar o – empréstimo consignado que devemos ficar atentos. As palestras foram maravilhosas!”. Marlene descreveu a maneira como foi elaborada a carta que será enviada pela Fasubra. “Fomos divididos em cinco grupos e, a partir daí, tiramos mais de 100 propostas com todas as necessidades da conquista do avanço na carreira da categoria, sem excluir os aposentados”, concluí Marlene.
Palestras
As atividades começaram com o credenciamento dos participantes e a entrega dos kits do encontro, compostos por camisa, crachá e bolsa. Durante a mesa de abertura, foram abordados os desafios para garantir que as pessoas idosas permaneçam ativas e participem de atividades públicas e particulares. Iniciativas como o programa Viva Mais Cidadania foi apresentado e ressaltada as diferentes formas de discriminação enfrentadas pela população com 60 anos ou mais.
A defesa da saúde pública e a necessidade de combater a privatização do setor, reforçando a importância do fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) como instrumento fundamental de garantia do direito à saúde, a necessidade de ampliar as políticas de proteção social e o auxílio-nutrição como uma das medidas que podem contribuir para melhorar as condições de vida de aposentadas(os) também foram mencionados no início do evento.
No segundo dia do encontro, uma mesa dedicada aos temas jurídicos foi realizada, com destaque para a Aceleração PCCTAE, o Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC) e as possibilidades jurídicas relacionadas aos direitos da categoria.
Durante os debates, os presentes foram atualizados sobre a instalação e o andamento dos Grupos de Trabalho no âmbito da CNES/MEC, resultado do Acordo de Greve de 2026. Nesta atualização o destaque foi para o trabalho do GT de Reposicionamento dos Aposentados e Reabertura de Prazo para Opção para o PCCTAE. O foco foi para as questões relacionadas à Aceleração funcional dos servidores(as) aposentados(as). Um dos pontos explicitado é que a aceleração deve ser aplicada da mesma forma que para os servidores da ativa, ou seja, e que está será concedida para quem se aposentou com paridade, e no mesmo números de progressões por capacitação que a pessoa teve durante o período que esteve na ativa.
Durante o debate destacou-se que o Governo já emitiu duas Notas Técnicas, uma do MGI e outra do MEC, que em ambas admite a aplicação da aceleração de forma paritária para aposentados e aposentados, dando às IFE a autorização para aplicá-la. Também, que no dia 16 de agosto de 2026, o pleno do FORGEP/ANDIFES definiu e orientou, por meio de Nota Técnica, como as Universidades devem aplicar e conceder a aceleração.
Também foram debatidas questões relacionadas ao RSC, com orientações sobre os procedimentos a serem adotados pelas entidades sindicais e possibilidades jurídicas para a categoria.
Por último, tratou-se do Decreto nº 10.620 que também esteve entre os temas abordados, assim como a discussão sobre o regime previdenciário dos servidores públicos estatutários e questões relacionadas à aposentadoria.
Já na plenária final, o debate tratou sobre a violência contra a pessoa idosa e da construção da carta que reúne os principais encaminhamentos da categoria. As atividades reforçaram a importância da defesa dos direitos, da dignidade e da participação social da população idosa. Segundo os dados apresentados, cerca de 12% dos quase 18 milhões de idosos existentes no país já teriam sofrido algum tipo de maus-tratos. Entre as formas mais frequentes de violência está a psicológica, que pode se manifestar por meio de humilhações, discriminação, ameaças e outras atitudes que comprometem a dignidade, a autonomia e o bem-estar da pessoa idosa.
O estudo também aponta outras formas de violência, como agressões físicas, uso indevido de recursos financeiros, negligência, abandono e violência sexual. De acordo com as informações apresentados na palestra, registros de violência sexual contra pessoas idosas foram identificados em oito cidades brasileiras.
O debate reforçou que envelhecer com dignidade vai além da garantia dos direitos previstos na legislação. Envolve assegurar respeito, proteção, autonomia, participação social e condições para que as pessoas idosas possam viver sem violência, discriminação ou abandono.
Por fim, os participantes se dedicaram à apresentação e discussão das propostas que irão compor a Carta do XIII Encontro dos Aposentados, Aposentadas e Pensionistas da Fasubra.
O documento reúne os principais debates, reivindicações e encaminhamentos construídos ao longo do encontro, expressando as posições e demandas da categoria em relação aos direitos dos aposentados, aposentadas e pensionistas.
A apresentação das propostas também possibilitou a participação dos presentes na avaliação e no aperfeiçoamento dos encaminhamentos, consolidando coletivamente as prioridades que serão registradas na carta.







