O SINTUFEJUF manifesta sua mais profunda solidariedade às trabalhadoras e aos trabalhadores terceirizados da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) que foram demitidos de forma abrupta após o encerramento do contrato da empresa responsável pela prestação dos serviços.
São cerca de 50 famílias que, de um dia para o outro, passaram a enfrentar a insegurança provocada pela perda da principal fonte de renda. Para além dos números, essa situação representa um drama social que atinge pessoas que dedicaram anos de trabalho à universidade e que contribuíram, diariamente, para o funcionamento de setores essenciais da instituição.
Os impactos dessas demissões também evidenciam uma realidade que muitas vezes permanece invisível: a universidade pública não se sustenta apenas com salas de aula e laboratórios. O ensino, a pesquisa e a extensão (pilares que dão sentido à missão da universidade) dependem do trabalho cotidiano de centenas de profissionais que garantem o funcionamento dos espaços acadêmicos, culturais e administrativos. Quando esses trabalhadores são afastados, toda a comunidade universitária sente os efeitos.
Infelizmente, o episódio escancara, mais uma vez, a fragilidade do modelo de terceirização no serviço público. Enquanto contratos se encerram, processos licitatórios enfrentam entraves ou empresas deixam de cumprir suas obrigações, são os trabalhadores e as trabalhadoras que pagam a conta. A lógica da terceirização transfere para quem vive do próprio trabalho toda a insegurança de vínculos precários, tornando essas pessoas as primeiras vítimas de problemas que fogem completamente ao seu controle.
O SINTUFEJUF sempre denunciou que a terceirização precariza as relações de trabalho, fragiliza direitos e expõe trabalhadores à permanente instabilidade. Não é aceitável que profissionais fundamentais para o funcionamento da universidade estejam sujeitos à perda repentina do emprego, sem qualquer segurança quanto à continuidade de seus postos de trabalho.
Neste momento, o Sindicato reforça o compromisso com a defesa da universidade pública, gratuita, de qualidade e socialmente referenciada, construída pelo trabalho de todas e todos que nela atuam, independentemente do vínculo empregatício. Manifestamos nosso total apoio aos trabalhadores terceirizados e às suas famílias e cobramos da administração superior que sejam adotadas, com a maior brevidade possível, medidas que minimizem os impactos dessas demissões e permitam a recomposição dos postos de trabalho.
Nenhum trabalhador é descartável. Defender a universidade pública também é defender condições dignas de trabalho, respeito e valorização para todas e todos que, diariamente, tornam possível o cumprimento de sua missão junto à sociedade.