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Assembleia do SINTUFEJUF aprova por unanimidade defesa da abertura imediata de negociação com o governo

08/05/2026

 Categoria decidiu manter a greve firme enquanto aguarda abertura da mesa de negociação e avanços nas pautas; assembleia também aprovou nomes para comissão do RSC e debateu demandas locais da categoria na UFJF e em Governador Valadares.

A assembleia de greve das Trabalhadoras e Trabalhadores Técnico-Administrativos em Educação (TAEs) da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e do IF Sudeste MG, realizada na última quinta-feira (7), aprovou por unanimidade a resposta que será encaminhada ao Comando Nacional de Greve (CNG/FASUBRA), reafirmando que a prioridade da categoria neste momento é a abertura imediata de uma mesa de negociações com o governo federal, e não a definição de pontos prioritários da pauta de reivindicações. A categoria também deliberou pela manutenção firme da greve enquanto aguarda avanços concretos nas pautas A mesa foi conduzida pelo coordenador geral do SINTUFEJUF Carlos Augusto Martins, o coordenador de aposentados Rogério Silva e o membro do Comando Local de Greve (CLG), Flávio Sereno.

A posição foi construída pelo Comando Local  após discussão interna e levada para apreciação da assembleia. Segundo os representantes do CLG, o entendimento é de que discutir prioridades da pauta neste momento poderia transmitir a ideia de recuo da categoria antes mesmo da abertura oficial de negociações.

Durante a assembleia, foi destacado que o governo ainda não instalou uma mesa formal de negociação, apesar dos mais de 60 dias de greve em âmbito nacional. A avaliação local também apontou forte adesão da categoria tanto em Juiz de Fora quanto em Governador Valadares, com participação expressiva nas assembleias e nas atividades do comando de greve.

Na ocasião, a coordenadora de Comunicação do SINTUFEJUF, Cleide Spíndola, que recentemente participou do Comando Nacional de Greve em Brasília como delegada da base, apresentou um relato sobre o cenário nacional do movimento. Ela destacou preocupação com divisões políticas observadas no comando nacional, mas ressaltou a importância da unidade construída em Juiz de Fora. “Em Juiz de Fora nós estamos de parabéns. A gente deixou de ser coletivo individual para ser um comando de greve, e isso unifica. É essa união que faz a greve ficar firme”, afirmou.

Cleide também relatou as ações realizadas em Brasília, como atos no Ministério da Gestão e Inovação (MGI), mobilizações em aeroportos e articulações com parlamentares para pressionar o governo a abrir negociações com os servidores.

Segundo ela, o debate nacional já começa a refletir sobre quais pautas seriam prioritárias em uma eventual negociação de saída da greve, diante da ausência de respostas concretas do governo após dois meses de paralisação. “Com 60 dias sem o governo sequer abrir uma mesa de negociação, o comando geral pensa que precisamos começar a discutir prioridades. Mas o mais importante agora é que o governo abra a negociação”, relatou.

Entre as pautas consideradas fundamentais pela categoria estão o Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC), o reposicionamento dos aposentados e a regulamentação das 30 horas sem redução salarial.

Comissão do RSC

Outro ponto central da assembleia foi a discussão sobre a composição da comissão responsável pela implementação do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC) na UFJF. Foram aprovados por unanimidade 14 nomes que serão apresentados ao Conselho Superior (CONSU).

Antes da votação, o integrante do Grupo de Trabalho do RSC, Márcio Sá Fortes, apresentou esclarecimentos sobre o funcionamento da futura estrutura. Ele explicou que ainda há indefinições sobre a quantidade de comissões que poderão ser criadas na universidade, devido à interpretação da minuta do decreto federal que regulamentará o RSC.

Segundo Márcio, existe a possibilidade de funcionamento de uma única comissão ou de duas estruturas descentralizadas, considerando a complexidade da UFJF e a existência dos campi de Juiz de Fora e Governador Valadares. “A gente ainda não sabe se serão seis nomes ou 12 nomes indicados pelo Conselho Superior. Como o decreto ainda não foi publicado, entendemos que o mais prudente é já aprovar os 12 nomes previstos para duas possíveis comissões”, explicou.

Márcio também destacou que houve tentativa de construção de acordo político junto à administração para apoio aos nomes indicados pela categoria, embora não haja garantia de que outros conselheiros apresentem novas indicações no CONSU.

O técnico-administrativo Erick Carvalho Campos, do campus Governador Valadares, também fez um relato durante a assembleia defendendo maior participação de servidores de GV na futura comissão do RSC. Segundo ele, a ampliação da representação ajudará na celeridade das análises e fortalecerá a imparcialidade dos processos. “O importante é maximizar a participação de Governador Valadares. Isso traz benefícios para os dois campi e também ajuda no volume de trabalho, que deve ser significativo”, afirmou.

O coordenador de aposentados do SINTUFEJUF, Rogério Silva, alertou para a responsabilidade dos futuros integrantes da comissão. Ele lembrou problemas ocorridos durante a implementação do PCCTAE, quando aposentados e outros servidores acabaram prejudicados.“A gente parabeniza quem está colocando o nome, mas cobra responsabilidade. Não é um trabalho simples e a comissão precisa ter atenção para não prejudicar a categoria novamente”, afirmou.

A assembleia aprovou os seguintes nomes para indicação ao CONSU: Daniele Macedo, Clauber, Elaine, Clara, Karina, Márcio Sá Fortes, Adilson Zaniratto, Emílio Mafalda Oliveira, Renato Pereira Araújo, Leonardo Alexandrino de Almeida, Iracema Maria de Lima Martins, Eliana Nunes Hipólito, Carla Visentin e Simone.

Demandas locais e novos encaminhamentos

Além das pautas nacionais, a assembleia também deliberou sobre questões administrativas locais. Foi aprovada a criação de um Grupo de Trabalho (GT) sobre remoções, que será coordenado pelo sindicato, para discutir gargalos e propor soluções relacionadas aos processos internos da UFJF.

Também foram debatidas questões envolvendo perícias médicas em Governador Valadares, dificuldades estruturais relacionadas à ausência de médicos peritos e a defesa da paridade no Conselho Superior da universidade.

Outro encaminhamento aprovado foi a realização de um mutirão na sede do sindicato para auxiliar na organização e resposta das demandas represadas recebidas pela Comissão de Demandas Gerais.

Ao final da assembleia, foi reafirmado o compromisso da categoria com a continuidade da mobilização e da greve enquanto não houver avanço efetivo por parte do governo federal nas negociações com os técnico-administrativos em educação.