
Neste 1º de Maio, Dia da Trabalhadora e do Trabalhador, o SINTUFEJUF se soma a todas as vozes que fazem da luta um instrumento de dignidade. Em 2026, a data chega marcada por um tempo diferente:são 68 dias de greve das técnicas e dos técnicos- administrativos em educação, iniciada em 23 de fevereiro, como expressão legítima de quem sustenta, todos os dias, o funcionamento das instituições públicas de ensino.
Há mãos que não aparecem nas formaturas, mas que tornam cada diploma possível. Há presenças que não estão nas salas de aula, mas que garantem que as universidades e institutos federais permaneçam vivos, pulsando conhecimento, ciência e transformação social. São essas mãos e presenças que hoje seguem em resistência.
A greve nacional, que mobiliza mais de 50 universidades e institutos federais, não nasce do acaso. É fruto do descumprimento de compromissos assumidos, especialmente o Termo de Acordo de 2024. É também o grito por respeito a uma carreira que há anos enfrenta perdas salariais, distorções estruturais e a negação de direitos históricos, como a jornada de 30 horas semanais.
Entre protocolos, bibliotecas, matrículas, sistemas e atendimentos, os TAEs sustentam o cotidiano invisível da educação pública. E é justamente por conhecerem, por dentro, a engrenagem que mantém o ensino funcionando, que se levantam agora para afirmar: não há educação pública forte sem valorização de quem a constrói.
A luta também carrega memórias. Aposentadas e aposentados, que dedicaram suas vidas às instituições, seguem sendo deixados à margem de direitos que deveriam ser assegurados. Servidoras e servidores que há décadas aguardam reconhecimento continuam à espera de justiça. E, mesmo diante de tantos entraves, a categoria permanece de pé.
E é essa história que dá sentido ao 1º de Maio.
A data nasce da luta das trabalhadoras e dos trabalhadores que, em 1886, nas ruas de Chicago, enfrentaram jornadas exaustivas, repressão e violência para reivindicar condições dignas de trabalho, entre elas, a redução da jornada. Muitos foram presos e mortos, mas sua resistência atravessou o tempo e ajudou a conquistar direitos que hoje fazem parte da nossa realidade.
Mais de um século depois, essa luta segue atual.
Este 1º de Maio não é apenas uma data comemorativa. É um marco de resistência, de consciência e de compromisso. Porque lutar por direitos não é apenas interromper o trabalho. É reafirmar o sentido mais profundo dele.
Porque quando trabalhadoras e trabalhadores da educação se levantam, não é só por si. É pelo futuro que insistimos em construir todos os dias.
O dia das trabalhadoras e trabalhadores é memória, é denúncia e é compromisso.
Compromisso com quem veio antes.
Compromisso com quem está hoje na luta.
Compromisso com o futuro da educação pública.
O SINTUFEJUF reforça: a greve é legítima, necessária e urgente.
Seguimos em luta.