A semana em Brasília tem sido marcada por uma intensa agenda de mobilização e vigilância política. Representando a base de Técnico-administrativos em Educação da UFJF (Juiz de Fora e Governador Valadares) e IF Sudeste MG, as delegadas Cleide Spindola e Maria Angela Ferreira Costa integram as atividades do Comando Nacional de Greve (CNG), levando as demandas locais para o centro do debate nacional.

Mulheres trabalhadoras no ato do Dia Internacional de Luta das Mulheres em Brasília
A jornada de lutas começou no domingo (8) quando as delegadas se uniram à Direção da FASUBRA e ao CNG no ato pelo Dia Internacional de Luta das Mulheres. A marcha, que partiu do Eixo Cultural Ibero-Americano em direção à Torre de TV, foi um grito unificado contra o feminicídio, pela igualdade de gênero e pela ampliação da participação feminina nos espaços de decisão. Em greve, as trabalhadoras reforçaram que a luta por direitos das mulheres é indissociável da luta pelo cumprimento do acordo de 2024.
Entre outras atividades que estão acontecendo todos os dias, as delegadas também participaram nesta quarta-feira (11) de um debate focado no empoderamento das mulheres no serviço público. A atividade discutiu a necessidade urgente de políticas institucionais que respeitem e valorizem a força de trabalho feminina nas unidades públicas, combatendo desigualdades históricas no ambiente laboral.

Delegadas Cleide e Maria Angela em debate focado no empoderamento das mulheres no serviço público
Enquanto a categoria se mobiliza nas ruas, o cenário no Senado Federal exige alerta máximo. Na terça-feira (10), o CNG acompanhou a votação do PL 5874/25 e do PL 6170/25, em uma sessão que evidenciou uma aliança preocupante entre o Governo Federal, o “centrão” e a direita em prol de uma suposta “modernização” do Estado.
Apesar da presença da ministra Ester Dweck, o clima de celebração entre parlamentares contrastou com a frustração das trabalhadoras e trabalhadores: o relator, senador Randolfe Rodrigues, rejeitou todas as mais de 90 emendas apresentadas. Entre os pontos descartados, estavam reivindicações cruciais para os TAEs, como:
“O governo empenha-se em ampliar a austeridade sobre o serviço público, com pouco ou nenhum diálogo com as representações sindicais”, aponta a análise da FASUBRA sobre a criação de carreiras transversais e novos mecanismos de desligamento.
A aprovação do projeto também acendeu o sinal de alerta para os Tradutores e Intérpretes de Libras. Há o temor de que a contratação por tempo determinado abra caminho para a extinção da carreira e a precarização via terceirização.
Por outro lado, uma demanda histórica foi atendida: o fim da lista tríplice para a escolha de reitores, com a orientação para consultas públicas paritárias junto às comunidades acadêmicas. O PL agora segue para sanção presidencial.
O SINTUFEJUF segue em Brasília, vigilante e em luta. A vitória da nossa categoria depende da nossa unidade e da resistência contra qualquer projeto que tente transformar direitos em moedas de troca política.
Mais detalhes serão repassados após avaliação do Comando Nacional de Greve.
Fonte: https://fasubra.org.br/