06 de Agosto: Dia Nacional das Trabalhadoras e dos Trabalhadores da Educação

Em dezembro de 2014, foi sancionada pela então presidente Dilma Rousseff, a lei 13.054, para ser celebrado anualmente no dia 06 de agosto o dia das trabalhadoras e dos trabalhadores da educação. A data escolhida refere-se à sanção da Lei 12.014/2009 que considera como trabalhadores da educação todos aqueles envolvidos no âmbito educacional e não só professores.

Segundo os últimos dados do Censo Educacional do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), de 2018, no Brasil já são mais de 2,6 milhões de professores, o que a torna a categoria com maior número de profissionais atualmente. Isso equivale a 1,2% da população brasileira, e deste número, 2,2 milhões atuam na educação básica e 397 mil trabalham no ensino superior. 

Porém não apenas professores são homenageados. A data também engloba técnicos administrativos da educação, coordenadores, diretores, supervisores, monitores, secretários e inspetores, ou seja, todos os valorosos profissionais que contribuem para uma educação de qualidade em nosso país 

A educação é o recurso mais importante para mudanças no país, uma vez que com ela é possível haver mobilidade social e conscientização nos mais diversos tipos de saberes. Todos os trabalhadores que dedicam suas vidas ao ensino, sem exceção, devem ser mais valorizados e compreendidos pelo esforço diário em transformar a vida dos milhares de brasileiros. 

Para o coordenador geral do SINTUFEJUF, Flávio Sereno, a data é  important por marcar a necessidade constante da valorização da educação. Para ele, o país ainda tem um longo caminho na estruturação das políticas públicas educacionais, e qualquer projeto de país não pode abrir mão de considerar a educação como estratégica para o desenvolvimento social, econômico e humanitário. 

O atual cenário de trabalho também foi levantado, sendo este um grande fator de desgaste para os trabalhadores da classe. “Neste momento de um trabalho remoto compulsório e não planejado, derivado da pandemia, os desafios são potencializados pelas questões que envolvem esta mudança drástica. Temporária, mas que já dura um ano e meio”, declarou, Flávio. 

De acordo com levantamento feito pelo Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional (Iede), com base nos dados do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) de 2015, apenas 3,3% dos estudantes brasileiros de 15 anos querem ser professores, não existindo um dado quantitativo para as demais funções, e o principal motivo do pouco interesse é a desvalorização da área, o que torna evidente que ainda há muito para investir em valorização dos trabalhadores da educação. 

Por esse motivo o SINTUFEJUF  defende a educação pública, gratuita e de qualidade, ameaçada pela Reforma Administrativa que visa, entre outras mudanças, a retirada da estabilidade dos servidores, redução ainda maior de benefícios e maior flexibilidade quanto a terceirizações e parcerias com o setor privado, o que influencia na precarização de contratos de trabalho possibilitando maior influência política e do setor privado exercendo seu poder econômico sobre o Estado.  

SINTUFEJUF

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